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DECLARAÇÃO

Suspeita de integrar chacina com motoristas de app apresenta versão

Amanda é a única suspeita viva e participa do julgamento do caso nesta quarta-feira, 19

Leo Moreira
Por Leo Moreira
| Atualizada em
Suspeita de envolvimento em chacina diz ter sido obrigada
Suspeita de envolvimento em chacina diz ter sido obrigada - Foto: Reprodução / G1 / Redes Sociais

A travesti suspeita de envolvimento na chacina de motoristas por aplicativo no ano de 2019, em Salvador, Amanda, negou a versão apresentada pelos autos do processo e divergiu quanto à sua participação no crime. Ela é a única suspeita viva e participa do julgamento do caso nesta quarta-feira, 19, no Fórum Ruy Barbosa, no Centro da capital baiana.

Segundo ela, a ação seria para roubar o carro e pagar a dívida do marido e não sabia que os motoristas seriam mortos. Ela negou ter agredido os motoristas e ainda relatou ter sido agredida várias vezes pelo criminoso conhecido por Jel, sendo obrigada a participar da ação.

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"Meu marido estava preso e devendo dinheiro a Jefferson. No dia 12, em razão da dívida, esse grupo entrou em contato comigo e lá fui encontrar com Jel para poder liberar uma droga. O adolescente estava com Jel no momento. [...] O adolescente, eu e outra trans fomos abusados no dia por Jefferson", disse Amanda.

Ela acrescentou que o jovem que estaria na ação criminosa foi morto pelo próprio Jel, dias depois. O adolescente ainda teria chamado os motoristas através do aplicativo, segundo a versão da acusada.

Amanda também não confirmou ter participado da ação que resultou no roubo do aparelho celular que serviu para chamar a primeira vítima, Sávio. A mulher trans envolvida no crime teria um cabelo black, em descrição feita pela mesma no julgamento.

A acusada ainda relatou ter sido coagida pelo delegado a dizer “coisas que não fez” durante o interrogatório, além de ter sido agredida e abusada no tempo em que ficou presa, vindo a contrair HIV, como resultado dos abusos sofridos na prisão.

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