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Boge 2026 cresce e reforça protagonismo do Nordeste no setor

Evento reuniu líderes da indústria para debater energia e investimentos

Isabela Cardoso
Por
Bahia Oil & Gas Energy (BOGE26)
Bahia Oil & Gas Energy (BOGE26) - Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

O Centro de Convenções de Salvador se tornou um grande centro de discussões sobre o futuro da matriz energética do país. Começou na quarta-feira, 27, e seguiu até sexta, 29, a quarta edição do Bahia Oil & Gas Energy (BOGE26), atraindo comitivas internacionais, grandes players do mercado e caravanas acadêmicas.

Com acesso totalmente gratuito, o encontro foi além da tradicional exposição de máquinas, transformando os pavilhões em eixos de fechamento de negócios, debates sobre sustentabilidade e qualificação profissional.


Em entrevista ao
portal A TARDE, Nicolás Honorato, organizador do BOGE, destaca o crescimento contínuo do público e a diversidade de perfis presentes nesta edição.

"Estamos muito felizes com a evolução do evento, é a quarta edição e continuamos crescendo o número de visitantes, na representatividade das pessoas que nos visitam. Neste evento temos CEOs, presidentes, pessoal técnico, pessoal de manutenção, estudantes, academia aqui representada, pessoal de inovação, meio ambiente", diz.

Nicolás Honorato, organizador do BOGE
Nicolás Honorato, organizador do BOGE - Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

O organizador aponta que a dinâmica geopolítica atual favorece a produção brasileira no cenário global. "O Brasil, que é um grande produtor de petróleo e de gás, pode se beneficiar dessa situação fornecendo petróleo e gás cru ou já processado para vizinhos ou para outros países do mundo. O Brasil está cada vez mais preparado para estar mais resiliente nessas mudanças", afirma Nicolás, reforçando a escolha de Salvador como sede fixa da conferência.

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Transformação digital e foco em governança ambiental

A programação divide-se em duas plenárias principais, dedicadas a petróleo e a gás e derivados, além de arenas temáticas voltadas para inovação, mercado comercial e diretrizes ESG (fatores ambientais, sociais e de governança).

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A inserção de cursos formativos inéditos busca qualificar a mão de obra regional para as novas exigências do mercado técnico.

As empresas expositoras aproveitam o espaço para apresentar suas reestruturações operacionais. Davi Azevedo, CEO da Kempetro, empresa de engenharia consultiva com atuação nacional, relata o impacto dos novos processos de gestão.

Davi Azevedo, CEO da Kempetro
Davi Azevedo, CEO da Kempetro - Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

"Nós reinventamos a Kempetro através de um processo de um programa de transformação empresarial, e esse programa de transformação empresarial, ele atenta muito para a questão do ESG, a governança da parte social. A gente tem focado bastante nessa questão da transformação digital para esse mundo de inteligência artificial, de algoritmos, estamos também trazendo isso para a própria engenharia", destaca.

Formação técnica e descentralização dos serviços

A presença de grandes marcas e patrocinadores master como Petrobras, Transpetro, PetroReconcavo, Brava, Bahiagás e Acelen confere peso político e comercial ao evento. Para as companhias prestadoras de serviços especializados, a feira funciona como vitrine de tecnologias de exploração e segurança.

Anderson Almeida, técnico de Segurança O&M da Perbrás, detalha a estratégia da companhia ao expor serviços de sondas e parafinação mecânica e térmica.

Anderson Almeida, técnico de Segurança O&M da Perbrás
Anderson Almeida, técnico de Segurança O&M da Perbrás - Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

"Hoje a Perbrás é uma empresa descentralizada. É o momento da gente estar expondo o trabalho da Perbrás, trazendo as nossas particularidades. E voltado mais para o lado de estudantes, a gente tem parcerias com o Senai, trazendo pessoas que estão no início do seu aprendizado para estar demonstrando para saber o que é o petróleo hoje no mundo", pontua.

O evento encerra as atividades consolidando redes de cooperação técnica e propostas de investimentos que alinham o aumento da capacidade de refino e exploração às demandas por transição energética no país.

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Bahia Oil & Gas Energy economia indústria

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