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DESABASTECIMENTO

Contrato obriga Acelen a manter abastecimento, revela sindicato

Diretor do Sindicombustíveis diz que empresa que comanda refinaria de Mataripe “tem compromissos contratuais"

Eduardo Dias
Por Eduardo Dias
| Atualizada em
De acordo com o diretor, a Acelen atua sob compromissos contratuais que a obriga a não chegar a um desabastecimento total
De acordo com o diretor, a Acelen atua sob compromissos contratuais que a obriga a não chegar a um desabastecimento total - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após a Acelen, empresa responsável pela administração e produção de combustíveis nas unidades da Refinaria de Mataripe admitir que sua produção foi reduzida, e com isso correr o risco de a Bahia ficar em desabastecimento, o diretor do Sindicombustíveis, Marcelo Travassos, afirmou que não crê em aumento de preços nos postos de gasolina devido à baixa oferta da empresa.

De acordo com o diretor, a Acelen atua sob compromissos contratuais que a obriga a não chegar a um desabastecimento total. Caso a produção chegue a um limite crítico, a refinaria pode e deve providenciar no mercado nacional e internacional a oferta de produtos para atender a demanda do estado.

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“Qualquer empresa que trabalhe no fornecimento de derivados do petróleo tem compromissos contratuais, assim é uma refinaria. Elas têm diversas opções de fornecimento de produtos. Nesse caso de manutenção programada, que toda refinaria tem, ela pode e deve providenciar no mercado internacional a oferta de produtos para atender a demanda. Temos combustíveis que não são produzidos no Brasil, temos importados também”, explicou Travassos.

Desabastecimento

A última vez que houve um desabastecimento de combustíveis na Bahia foi em 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros. À época, a greve afetou também alimentos e gás de cozinha. A manifestação, considerada a maior da história da categoria, começou no dia 21 de maio e durou 10 dias.

A greve se deu por causa do aumento do óleo diesel. A alta do combustível estava associada ao aumento do dólar e do petróleo no mercado internacional. A paralisação chegou a 24 estados do país.

“A única vez que tivemos falta de abastecimento crítico foi na época da manifestação dos caminhoneiros, por fatores fora da normalidade. A gente tem sempre alguma restrição de falta de fornecimento de uma distribuidora para a outra. No Brasil se tem uma quantidade de refinarias que num momento de dificuldade pode suprir a falta de abastecimento de uma outra região”, pontuou.

O que diz a Acelen

Em nota, a empresa informa que as unidades responsáveis pela produção de gasolina e GLP, encontram-se em manutenção não-programada, o que reduziu a capacidade produtiva da refinaria. A empresa reitera que está adotando todas as medidas possíveis com vistas a reduzir a possibilidade de impacto no fornecimento dos produtos ao mercado, o que inclui compra de carga extra de GLP para reforçar os estoques e suprir o fornecimento durante a parada não-programada.

A companhia reforça que, em dois anos, investiu mais de R$ 2 bilhões na revitalização e recuperação da Refinaria de Mataripe. Foi implementado o maior programa de modernização da sua história, com foco na segurança, na eficiência do parque industrial, na redução da pegada ambiental das operações e na sua automação, com a transformação digital que está sendo realizada.

A Acelen pontua ainda que, graças ao seu CIM-Centro de Manutenção Integrada, por meio de IA, já está sendo possível responder a esta ocorrência de maneira ágil e assertiva, pois permitiu diagnósticos mais precisos e seguros para atuação das equipes de manutenção, que preveem normalização da operação em nove dias.

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Tags

Bahia combustíveis crise de abastecimento Distribuição greve dos caminhoneiros produção

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