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Bahia pode ficar sem combustível por causa da Acelen, aponta denúncia

Unidades da Refinaria de Mataripe estão paradas, conforme uma queixa encaminhada ao Sindipetro

Publicado domingo, 21 de abril de 2024 às 18:30 h | Atualizado em 22/04/2024, 08:27 | Autor: Da Redação
Categoria chamou a atenção sobre outro grande problema que é a redução do efetivo de trabalhadores após demissões feitas pela Acelen
Categoria chamou a atenção sobre outro grande problema que é a redução do efetivo de trabalhadores após demissões feitas pela Acelen -

O combustível na Bahia pode acabar faltando por deslizes da Acelen, conforme indicou uma denúncia encaminhada ao Sindipetro-BA. De acordo com a queixa, algumas unidades da Refinaria de Mataripe, administrada pela empresa, estão paradas ou apresentando problemas operacionais que teriam sido provocados pelas fortes chuvas na região. Em nota, a Acelen admitiu o problema

A denúncia, compartilhada pelo categoria, indicou que com a tentativa de retomar a operação das unidades, um compressor da Unidade-39 (U-39) apresentou problemas, “impossibilitando o retorno do craqueamento do petróleo (um processo químico que transforma frações de cadeias carbônicas maiores em frações com cadeias carbônicas menores)”.

O texto detalha que a situação com a U-39 esvaziou o estoque de combustíveis e chegou a seu nível mínimo. O caos fez com que a Acelen chamasse de volta um navio, que acabara de ser carregado com GLP (gás de cozinha), para devolver o produto.

Para o sindicato, o receio é com o impacto no abastecimento das distribuidoras, pois a previsão para a volta do craqueamento na U-39 seria de 10 dias, correndo risco de faltar os produtos no mercado baiano.

Além disso, o Sindipetro também chamou a atenção sobre outro grande problema que é a redução do efetivo de trabalhadores na refinaria, após demissões feitas pela Acelen.

“A entidade sindical alerta para a sobrecarga de trabalho que recaiu sobre aqueles que permanecem na refinaria e para o clima de apreensão que tomou conta da empresa, pois há ameaças de que as demissões continuem”, ressaltou em comunicado, acrescentando que o grupo já advertiu a Acelen para o perigo desse cenário, mas que não houve nenhuma movimentação por parte da empresa.

Confirmada essa situação na Refinaria de Mataripe e não adotadas medidas que resolvam os problemas, há grande risco de desabastecimento de gás de cozinha e combustíveis na Bahia, revelou a categoria.

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