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Filha de traficante morto na Bahia é médica e foi presa em São Paulo

Esposa, filha e genro de chefe de organização criminosa foram presos em operação

Publicado sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024 às 13:03 h | Atualizado em 23/02/2024, 13:27 | Autor: Redação Massa! e A TARDE
Larissa e Paulo foram presos durante a operação Kariri
Larissa e Paulo foram presos durante a operação Kariri -

A Operação Kariri, deflagrada pela Polícia Federal (PF), junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), resultou na prisão de cinco pessoas. As prisões ocorreram nesta quinta-feira, 21. Entre os alvos, um casal de apontado como ‘arquitetos de drogas' está supostamente envolvido.

Larissa Lima, filha de Rener Umbuzeiro, homem apontado como chefe da organização, é médica e trabalha com a área de estética. Nas redes sociais, ela compartilha os atendimentos que faz em São Paulo, como a aplicação de Botox e tratamentos contra a queda de cabelos.

Ela e o marido, Paulo Victor, teriam ligação com uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, conforme informações preliminares obtidas pelo Portal MASSA!.

Nas redes sociais, Larissa se identifica como médica dermatologista, e tem mais de 7 mil seguidores. Já ele, aparenta ser um empresário, porém não garante isso, pelo menos, na ‘bio’ no Instagram. Eles se casaram no ano passado, após cerca de 10 anos de relacionamento.

Por meio da rede social, os dois ostentam uma vida de luxo, com presenças em academias do alto padrão, além de práticas de esportes luxuosos e viagens badaladas. 

Quem também está entre os presos está Niedja Resende, que seria esposa de Rener Umbuzeiro e mãe de Larissa Lima. Ela também é mãe de dois meninos, criança e adolescente, que não tiveram as idades informadas.

Conforme a PM, cinco fazendas de cultivo de maconha foram totalmente erradicadas. O chefe da organização criminosa, Rener Umbuzeiro, morreu durante o cumprimento de um mandado de prisão, quando trocou tiros com a polícia. A cadeia da lavagem de dinheiro também foi descoberta nas investigações.

Com base nisso, o lucro aferido pelo grupo era revertido em compra de bens imóveis de alto poder aquisitivo, o que resultou no benefício da família e os parentes próximos dela. Eles forneciam contas bancárias para ocultar o rastreio do dinheiro pela PF.

Com quase R$ 50 milhões que podem ser bloqueados, a quadrilha perdeu seis imóveis de alto padrão e cinco fazendas, situados nos estados da Bahia e de Pernambuco.

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