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GERAÇÃO Z

Gag, tankar e delulu: saiba significados e como gírias desafiam língua portuguesa

Professores alertam que expressões exigem atenção quando ultrapassam os limites da informalidade

Victoria Isabel
Por

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Expressões se popularizaram entre jovens da Geração Z
Expressões se popularizaram entre jovens da Geração Z - Foto: Freepik

Expressões como “não tankei”, “isso foi muito gag” e “tá delulu” se popularizaram entre jovens da Geração Z, impulsionadas pela internet, redes sociais e jogos online, e têm transformado a comunicação, além de gerar debates sobre seus impactos na língua portuguesa.

Para Sidinéia Azevedo, professora de Redação e Língua Portuguesa do Bernoulli Educação, as novas expressões representam um fenômeno natural da língua, mas exigem atenção quando ultrapassam os limites da informalidade.

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“As gírias fazem parte da identidade e do pertencimento dos jovens. A língua acompanha os movimentos culturais e sociais. O desafio é compreender que existem contextos diferentes de comunicação”, afirma.

Saiba significados

  • O termo “tankar”, surgiu no universo dos jogos online. Hoje, a palavra é usada para indicar que alguém conseguiu ou não suportar determinada situação.
  • Já “delulu”, derivada da palavra inglesa “delusional”, costuma aparecer para descrever comportamentos considerados fantasiosos ou expectativas irreais.
  • Enquanto isso, “gag” virou reação para momentos inesperados ou chocantes.

Segundo Sidinéia, o avanço dessas expressões revela mudanças no vocabulário e também na velocidade da comunicação. “As redes sociais aceleram a circulação das palavras. Uma expressão criada em um vídeo pode ganhar o país inteiro em poucos dias”, observa.

Professores relatam, cada vez mais, a presença de termos típicos da internet em redações escolares, trabalhos acadêmicos e até em e-mails.

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“A oralidade e a escrita têm funções diferentes. O estudante precisa entender que pode usar determinadas expressões em conversas informais, mas que a escrita acadêmica exige clareza e adequação”, explica Sidinéia. Para ela, o caminho não é combater as gírias, mas ensinar equilíbrio linguístico. “A escola não deve tratar essas expressões como inimigas da língua. O papel da educação é mostrar ao aluno que ele pode transitar entre diferentes formas de comunicação”.

Regionalismo

A discussão também reforça outro aspecto da Língua Portuguesa: sua diversidade cultural e regional. Assim como as gírias digitais se transformam rapidamente, palavras tradicionais variam de acordo com cada região do país.

“Essa diversidade mostra como a língua é viva. As palavras carregam identidade, cultura e história”, destaca a professora.

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Tags:

Geração Z gírias Língua Portuguesa.

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