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Lixão desativado prejudica comunidade quilombola em Santo Amaro

Fumaça expelida por queimadas no local atinge moradores quilombolas que convivem diariamente com problema

Publicado quinta-feira, 30 de novembro de 2023 às 16:09 h | Atualizado em 30/11/2023, 18:35 | Autor: Rodrigo Tardio
Comunidade quilombola, conhecida como São Brás, tem sofrido com as consequências das condições do local
Comunidade quilombola, conhecida como São Brás, tem sofrido com as consequências das condições do local -

Um cenário lamentável e desolador. Assim é a situação do lixão de Santo Amaro, Recôncavo Baiano. Além disso, o problema tem levado a uma condição de insalubridade para quem mora próximo ao local. É o caso da comunidade quilombola, conhecida como São Brás, que tem sofrido com as consequências das condições de descaso.

O Aterro Sanitário que devido à alta quantidade de lixo recebida, começou a operar como Lixão desde o ano 2005 até os dias atuais. A enorme quantidade de lixo recolhido em toda Santo Amaro, tanto na área urbana como na área rural, são descartados no local, que de acordo com a denúncia, não existe quaisquer tipo de tratamento dos resíduos, o que ocasiona a infiltração direta do chorume no solo.

A comunidade sofre ainda com a poluição do principal meio de sustento da comunidade, já que o lixão polui o manguezal e a maré, o que causa a diminuição da produção de pescados e mariscos.

Na Câmara Municipal, parlamentares denunciaram a situação. O vereador Agnaldo Nascimento (União Brasil), esteve no local e denunciou as condições precárias.

"Aqui se encontram todos os tipos de dejetos, como animais mortos em decomposição, ferragens,  eletrodomésticos velhos, baterias descartadas de maneira irregular, sem preocupação nenhuma com o meio ambiente, além do alto risco de incêndios no local", disse Agnaldo.

Moradores da comunidade de São Brás denunciam ainda o mau cheiro e a fumaça que deixa a população incomodada diariamente..

"A gente não consegue dormir, pois até durante a madrugada a fumaça aparece e muitos sofrem com o agravamento de doenças respiratórias, como idosos e crianças, diz Paula Almeida", moradora da comunidade.

"Aqui era um aterro sanitário que foi desativado e agora virou um grande lixão sem o mínimo de cuidado por parte da prefeita Alessandra Gomes (PSD)", disse outro morador que não quis se identificar.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura não respondeu aos questionamentos.

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