Município localizado no centro-norte do estado, Riachão do Jacuípe está na lista de cidades da Bahia que está sob decreto de estado de emergência por causa da seca. No entanto, isso não será impeditivo para o gasto de milhões de reais para a realização dos festejos juninos.
Em 2025, a cidade foi a 18ª que mais gastou com a realização do evento, de acordo com o Painel de Transparência dos Festejos Juninos, do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Foram 19 dias de festa com o custo de R$ 4.726.900.
Em comparação com o primeiro ano dos registros na plataforma, 2022, quando a prefeitura gastou R$ 1.624.500, houve um aumento de 190%. Ano passado, do total empregado, R$ 4.176.900 vieram dos cofres públicos municipais e R$ 550 mil foram oriundos de recursos federais.
Atrações juninas de 2025
Para o São João de 2025, a Prefeitura contratou 67 atrações. Dessas, o maior cachê pago para o cantor Pablo — R$ 550 mil. Na sequência vieram César Menotti e Fabiano (R$ 480 mil), Iguinho e Lulinha (R$ 400 mil), Léo Foguete e Felipe Araújo (R$ 350 mil cada).
Na última edição, a gestão do prefeito Carlinhos Matos (União) financiou a quase totalidade do evento com recursos próprios:
- Cofres municipais: R$ 4.176.900
- Recursos federais: R$ 550.000
- Total de atrações: 67 contratadas em 2025.
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Para este ano, a festa principal já tem data para acontecer na cidade, entre os dias 19 e 24 de junho. Algumas atrações já foram confirmadas, a exemplo de Pablo, Zé Vaqueiro, Fulô de Mandacaru, Murilo Huff e Eduardo Costa.
Assim, se forem levados em conta os cachês médios pagos pelas prefeituras na Bahia, durante o São João em 2025, a gestão Carlinhos Matos (União) gastaria, apenas com as cinco atrações citadas, o montante de R$ 2.150.000.

Critérios para realizar festejos
Mesmo estando na lista de 82 municípios da Bahia que estão em emergência climática, a cidade, assim como outros no estado, poderá realizar o festejo. Desde o ano passado, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), os Tribunais de Contas dos Municípios e do Estado da Bahia (TCE) e a União dos Municípios da Bahia (UPB) assinaram uma nota técnica. Nela, estava a orientação aos municípios para realização dos festejos juninos.
Conforme o documento, os municípios com decreto de situação de emergência por conta da seca poderão realizar os festejos, desde que estejam com boa saúde financeira e atendam ao critério da razoabilidade na contratação das atrações, preservando a cultura e a tradição do interior.
- Saúde financeira: o município deve estar em dia com suas contas;
- Razoabilidade: os gastos não podem comprometer serviços essenciais;
- Preservação cultural: prioridade para a tradição do interior em detrimento de "leilões" de grandes artistas.
O que diz a prefeitura de Riachão do Jacuípe?
Procurada pelo portal A TARDE, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Riachão do Jacuípe ainda não se manifestou. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos.
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