CONTROLE EXTERNO
TCE/BA lança cartilha em animação para simplificar contas públicas
Projeto busca aproximar cidadão de temas complexos da administração

A linguagem da animação, cada vez mais presente na comunicação multimídia para diversos públicos, tornou-se a nova estratégia do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) para tornar conteúdos técnicos mais acessíveis.
Durante a sessão plenária desta terça-feira, 24, a instituição apresentou a primeira edição da Cartilha Cidadã em formato de desenho animado, apostando no audiovisual para facilitar a compreensão sobre a análise das contas de governo.
O vídeo, com cerca de seis minutos de duração, foi exibido durante o programa Casa Aberta - Kids e Teens, iniciativa que aproxima o Tribunal das famílias de seus colaboradores.
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A apresentação foi conduzida pelo conselheiro Inaldo da Paixão Santos Araújo, relator das Contas de Governo de 2024, que destacou o esforço institucional em traduzir o trabalho técnico dos auditores para uma linguagem didática.
Evolução histórica
A Cartilha Cidadã não é um projeto novo — foi criada em 2014 por iniciativa da conselheira Carolina Matos —, mas sua transição para o desenho animado marca um novo patamar de comunicação.
“Na análise das contas do exercício de 2024, apreciadas em 2025, demos um passo importante ao lançar a animação com linguagem simples, próxima do público de todas as idades”, afirmou Inaldo Araújo.
Produção e educação
A edição deste ano presta homenagem aos 125 anos do educador baiano Anísio Teixeira, que aparece como protagonista da narrativa. O processo de criação uniu talentos internos e tecnologia: os desenhos são do cartunista Gentil, o roteiro é do jornalista Chico Castro e as vozes foram gravadas pela própria Assessoria de Comunicação do Tribunal.
Um dos destaques da produção foi o baixo custo, viabilizado pelo uso de ferramentas de inteligência artificial. De acordo com o presidente do TCE/BA, conselheiro Gildásio Penedo Filho, o material reforça o papel pedagógico da corte.
“É uma forma de aproximar o Tribunal da sociedade e prestar contas ao cidadão baiano”, pontuou. A expectativa agora é que o vídeo ultrapasse os limites da Corte e seja utilizado em escolas como instrumento de educação cidadã.
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