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Auxiliar indicado por pastores evangélicos é exonerado do MEC

Gilmar e Arilton são suspeitos de exigir propina a prefeitos em troca de liberação de verbas da pasta

Da Redação
Por Da Redação
Decisão acontece dois dias após a saída do ex-ministro da pasta, Milton Ribeiro
Decisão acontece dois dias após a saída do ex-ministro da pasta, Milton Ribeiro - Foto: Marcos Oliveira | Agência Senado

O advogado Luciano de Freitas Musse foi exonerado do cargo de gerente de projetos da secretaria-executiva do ministério da Educação nesta quarta-feira, 30, pelo ministro interino da pasta, Victor Godoy Veiga.

Luciano estava no cargo por indicação dos pastores evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura, suspeitos de envolvimento no escândalo conhecido como 'bolsolão do MEC). A exoneração, publicada no Diário Oficial, foi feita a pedido.

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A decisão acontece dois dias após a saída do ex-ministro da pasta, Milton Ribeiro e integra o pacote de tentativas do governo federal para minimizar a crise política na pasta.

Em áudio divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, o agora ex-ministro afirma ter recebido pedido do presidente Bolsonaro para liberar verbas da pasta a prefeituras específicas a partir da negociação feita pelos dois pastores evangélicos.

Após a divulgação, Ribeiro mudou o discurso e disse que o presidente, na verdade, lhe pediu para receber todos que o procurasse.

Bolsonaro, por sua vez, durante a live semanal às quintas, chegou a afirmar que colocaria "a cara no fogo" ao defender o então ministro da Educação.

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