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DISCRIMINAÇÃO REGIONAL

Baiana deve ser indenizada em R$ 10 mil após ser xingada por chefe

Segundo decisão, a vendedora era chamada de 'anta nordestina, 'idiota', 'imbecil' e 'gorda'

Da Redação
Por Da Redação
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Imagem ilustrativa da imagem Baiana deve ser indenizada em R$ 10 mil após ser xingada por chefe
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A Justiça de São Paulo determinou que uma loja de roupas indenize em R$ 10 mil por danos morais, uma vendedora baiana que teria sofrido discriminação regional pela gerente do estabelecimento.

Segundo a decisão proferida na 1ª Vara do Trabalho de Itaquaquecetuba-SP, a gerente a xingava de “anta nordestina” e a obrigava a guardar seus pertences em local diverso dos demais trabalhadores.

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Além disso, a gerente também borrifava, na frente de outros empregados, desinfetante aerossol na mulher para “desinfetá-la”, sob o argumento de que ela saía do estágio em enfermagem direto para exercer as atividades na loja.

Segundo testemunha, a vendedora era xingada de idiota, imbecil, gorda e atentava contra o fato de a trabalhadora ter nascido na Bahia. A gerente também criticava a aparência da empregada e a fazia entrar pela porta dos fundos.

O juiz do trabalho substituto Hantony Cassio Ferreira da Costa destacou que o uso de expressões como “anta nordestina” carrega arraigada discriminação regional. “Por conta disso, tinha que ser ‘desinfetada’, como se fosse um animal ou objeto, alguém distinto dos demais, alguém que, sem qualquer prova, potencialmente traria ‘doenças’ dos lugares que frequentava”, afirma. O magistrado citou também a afronta de tais atitudes a dispositivos constitucionais e culpa da empresa pelos atos de seus empregados.

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Tags

dano moral DISCRIMINAÇÃO justiça São Paulo

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