BRASIL
Busca pela primeira CNH cresce 4x em 2026 e bate recorde histórico
Mais de 4,8 milhões de pessoas buscaram obter a primeira habilitação entre janeiro e abril

A procura pela primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) disparou no Brasil nos primeiros meses de 2026. Dados do Ministério dos Transportes apontam que mais de 4,8 milhões de pessoas deram entrada no processo para obter a primeira habilitação entre janeiro e abril deste ano.
A informação representa um crescimento de mais de quatro vezes em relação ao mesmo período de 2025.
No ano passado, pouco mais de 1,1 milhão de requerimentos haviam sido registrados no primeiro quadrimestre. O resultado atual representa o maior número da série histórica para o período.
O aumento ocorre poucos meses após o lançamento do programa CNH do Brasil, que reduziu custos e flexibilizou parte das exigências para obtenção da carteira de motorista.
Cursos e provas também cresceram
Além da explosão nos pedidos de primeira habilitação, houve crescimento em praticamente todas as etapas do processo.
Os cursos teóricos ultrapassaram 2,5 milhões de registros até abril de 2026, um avanço de 170% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já os exames teóricos tiveram alta de 28%, com mais de 1,1 milhão de provas aplicadas.
Os cursos práticos também atingiram recorde para o período, somando mais de 1,8 milhão de aulas, um crescimento de 28% em relação a 2025.
As provas práticas seguiram a mesma tendência. Foram mais de 1,7 milhão de exames realizados neste ano, aumento de 21% na comparação anual.
A emissão efetiva das CNHs também cresceu. Entre janeiro e abril de 2026, foram expedidas mais de 858 mil carteiras de motorista, o segundo melhor resultado desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro, em 1997.
O recorde histórico ainda pertence ao ano de 2014, quando mais de 873 mil CNHs foram emitidas no primeiro quadrimestre.
Mudanças reduziram custos da habilitação
Uma das principais alterações promovidas pelo governo federal foi o fim da obrigatoriedade do curso teórico presencial em autoescolas, medida implementada em dezembro de 2025.
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Segundo o Ministério dos Transportes, a mudança gerou economia superior a R$ 1,8 bilhão para os candidatos à habilitação.
De acordo com a pasta, o custo total para tirar a CNH variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil no país. Em alguns estados, apenas o curso teórico custava cerca de R$ 1 mil.
Estados com maiores custos do curso teórico
- Minas Gerais
- Santa Catarina
- Rio Grande do Sul
Os exames médicos e psicológicos obrigatórios também acompanharam o crescimento da demanda. Foram mais de 2,3 milhões de avaliações realizadas em 2026, ante 2,2 milhões no mesmo período do ano anterior.
O programa federal também estabeleceu um teto nacional de R$ 180 para os exames.
Aplicativo ganha novas funcionalidades
O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou no início de maio novas funções para o aplicativo da CNH do Brasil.
Agora, os usuários podem:
- Buscar instrutores por geolocalização, CEP ou endereço
- Avaliar autoescolas e instrutores com notas de zero a cinco estrelas
- Consultar a credencial digital do instrutor de trânsito
- Receber certificados digitais das aulas realizadas
As atualizações feitas no aplicativo são integradas automaticamente ao Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach).
Instrutores autônomos ainda são minoria
Segundo dados do ministério, o Brasil possui atualmente cerca de 170 mil instrutores habilitados.
Apesar disso, apenas 7% das aulas práticas são ministradas por profissionais autônomos. A maior parte continua sendo realizada por instrutores vinculados às autoescolas.
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