Cremerj suspende de forma provisória anestesista preso por estupro

Conselho de Medicina do Rio de Janeiro ainda pode cassar o registro do profissional

Publicado quarta-feira, 13 de julho de 2022 às 07:52 h | Atualizado em 13/07/2022, 07:55 | Autor: Da Redação
Quintella teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi encaminhado ao presídio Bangu 8
Quintella teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi encaminhado ao presídio Bangu 8 -

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) decidiu nesta terça-feira, 12 , suspender provisoriamente o anestesista preso por estuprar uma mulher no momento do parto. Assim, Giovani Quitella fica impedido de exercer a medicina em todo país.

O órgão também está instaurando um processo ético-profissional, que pode levar a cassação do registro de médico.

“Firmamos um compromisso com a sociedade de celeridade no que fosse possível e essa suspensão provisória é uma resposta. A situação é estarrecedora. Em mais de 40 anos de profissão, não vi nada parecido. E o nosso comprometimento não acaba aqui. Temos outras etapas pela frente e também vamos agir com a celeridade que o caso exige”, afirma o presidente do Cremerj, Clovis Munhoz.

Quitella foi preso na madrugada de segunda-feira, 11, após ser flagrado  estuprando uma grávida durante a cesárea. Enfermeiras que trabalham no Hospital da Mulher Heloneida Studart, na baixada fluminense, já desconfiavam do comportamento do profissional durante as cirurgias e da grande quantidade de medicamentos ministrados, deixando as pacientes completamente inconscientes.  

Como o acusado ficava encoberto por um lençol durante a realização dos partos, um celular foi colocado dentro de um armário, com porta de vidro, e gravou o momento em que Quitella coloca o pênis na boca da paciente.  

Durante a audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva , com prazo de 90 dias que ainda podem ser prorrogados e o anestesista foi enviado ao presídio de Bangu 8.

“A gravidade da conduta é extremamente acentuada. Tamanha era a ousadia e intenção do custodiado de satisfazer a lascívia, que praticava a conduta dentro de hospital, com a presença de toda a equipe médica, em meio a um procedimento cirúrgico”, disse a juíza Rachel Assad.

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