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Criança de 7 anos é acusada de roubo e mãe denuncia racismo

Caso aconteceu em uma loja e a acusação de roubo foi feita por um funcionário

Da Redação
Por Da Redação
Criança fazia compras com a mãe Giovanna Oliveira
Criança fazia compras com a mãe Giovanna Oliveira - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Uma criança de 7 anos foi acusada de roubo por um funcionário da loja Magic Doces, localizada no bairro Cidade Tiradentes, em São Paulo. Ele fazia compras com a mãe Giovanna Oliveira na última quinta-feira, 22, quando tudo aconteceu.

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A mãe relatou que o gerente abordou a família no caixa dizendo que viu o menino roubando uma bolacha pelas câmeras da loja. “Falei pra ele provar. Ele subiu, olhou a câmera e veio pedir desculpa, e o constrangimento?”, perguntou. Em um vídeo publicado por Giovanna, o menino diz que não roubou nada. Ela defende o filho e diz que ele não precisa ficar assustado com a situação.

Os dois faziam compras para a festa de aniversário da criança, marcada para sexta-feira, 23. “Somos negros, mas somos honestos. Isso foi racismo, preconceito”, desabafou Giovanna.

Assista ao vídeo:

A família vai processar a loja. “A gente acredita que a maior responsabilidade é da loja, que detém funcionários sem o devido treinamento, funcionários não capacitados. Às vezes, eles preferem um funcionário com menos qualificação, mas que seja um pouco mais agressivo por estarem normalmente em regiões periféricas”, afirmou o advogado José Luiz de Oliveira Júnior.

O profissional disse ainda que o “peso do que aconteceu nesse aspecto é de um crime inafiançável e imprescritível que esbarra no artigo 5º da Constituição, na dignidade da pessoa humana e todos nós somos iguais em direitos e deveres”.

Esse tipo de violação é uma das mais graves porque somos um país de 500 anos, com 388 anos de escravidão, ou seja, nós temos reflexo disso diariamente. É uma ferida, eu chamo de herança maldita, que precisa ser extirpada no nosso meio.

José Luiz de Oliveira Júnior - advogado

Em uma nota de esclarecimento publicada nas redes sociais, a loja disse que tratou a situação com a cliente, oferecendo suporte à família e propondo diálogo, mas que “a mãe da criança optou por não seguir com a resolução em comum acordo e decidiu publicar vídeos nas redes sociais”. O estabelecimento tirou seus perfis do ar após críticas.

Ainda no texto, a empresa disse que não compactua com atitudes discriminatórias ou preconceituosas. “O funcionário envolvido está sendo orientado e, após a apuração completa dos fatos, sendo constatada qualquer irregularidade, todas as providências serão tomadas para que nenhuma ocorrência semelhante venha a ocorrer”, completou.

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