IBGE
Falta homem no Brasil? Mulheres são maioria da população do país
Pesquisa aponta que homens são minoria em comparação com as mulheres
Por Edvaldo Sales

Cadê os homens? Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), eles são minoria em comparação com as mulheres. Novos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua 2024, divulgados nesta sexta-feira, 22, apontam que existem 92 homens para cada 100 mulheres no Brasil.
Porém, a depender da faixa etária e do estado, o problema é ainda mais grave. Isso porque no Rio de Janeiro, na faixa com mais de 60 anos, são apenas 70 homens para 100 mulheres. E em São Paulo são 77 para 100.
Em 2022, a população brasileira era formada por 104.548.325 mulheres e 98.532.431 homens, ou seja, cerca de 6 milhões de mulheres a mais, aponta o último censo.
O motivo da diferença?
De acordo com a pesquisa, as chamadas causas externas, como acidentes graves e violência urbana, que vitimam muito mais homens, e o fato de as mulheres cuidarem mais da saúde explicam essa diferença.
Outro detalhe que se destaca é que entre os adultos jovens morrem muito mais meninos que meninas. Essas mortes estão relacionadas às causas não naturais, ou seja, violência e acidentes.
Por outro lado, a expectativa de vida das mulheres é sempre maior do que a dos homens globalmente. Isso é atribuído ao fato de as mulheres se cuidarem mais, se alimentarem melhor e frequentarem mais os médicos.
Por isso, na faixa etária acima dos 60 anos, é comum o número de mulheres ser mais elevado. Com a transição demográfica brasileira — envelhecimento da população e redução dos nascimentos — , essa diferença fica ainda mais evidente.
Conforme a PNAD, essa tendência se repete em todas as regiões e, praticamente, em todos os estados. As únicas exceções são Tocantins, onde são 105,5 homens para 100 mulheres, e Santa Catarina, onde são 100,9 para 100. Do ponto de vista local, o tipo de oferta de trabalho pode elevar a proporção de homens, como em lugares com atividades com a mineração e o agronegócio.
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Fenômeno antigo
Em 2012, segundo a série histórica da PNAD, a população residente do país era formada de 48,9% de homens e 51,1% de mulheres. A proporção se manteve até 2018. Em 2019 houve uma ligeira alteração, passando para 48,8% e 51,2%. Até 2024 as porcentagens se mantiveram.
Nascem mais homens
Vale destacar que, em todo o mundo, nascem mais homens do que mulheres. Por razões biológicas, nascem de 3% a 5% mais homens do que mulheres. No Brasil, essa proporção se mantém até os 24 anos, quando a população feminina ultrapassa a masculina.
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