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“Jogo do Tigrinho”: mulher perde casas, se separa e pede ajuda após vício

Mulher reconhece dependência e faz pedido de socorro público

Luan Julião
Por
Extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos
Extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos - Foto: Reprodução/ Instagram

A extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos, natural de Fortaleza, vive uma sequência de perdas pessoais e financeiras após desenvolver dependência em jogos de aposta online. Em decorrência do vício, ela chegou a perder duas residências e acumular uma dívida estimada em R$ 50 mil em plataformas como o "Jogo do Tigrinho". O impacto da situação também levou ao fim do casamento.

"Hoje em dia, a gente está separado por conta das dívidas. Ele não aguenta mais (o relacionamento) e eu entendo, porque ele foi a pessoa que mais lutou por mim", falou Assíria Macêdo em um vídeo publicado na rede social.

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Segundo o relato da própria jovem, o ex-marido, pai de sua filha caçula, tentou diversas vezes auxiliá-la na quitação das dívidas, mas acabou sendo afetado negativamente pelo avanço do vício. A mesma dificuldade atingiu seus pais, que eram proprietários dos imóveis que precisaram ser vendidos para cobrir os débitos acumulados.

"Meu esposo fez de tudo para ajudar e pagar as dívidas, mas acabou se afundando também, pois eu não falava a verdade e acabava jogando de novo".

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Em busca de alertar outras pessoas e também pedir apoio, Assíria divulgou um vídeo nas redes sociais que já ultrapassa 200 mil visualizações. Na gravação, ela expõe o arrependimento e o reconhecimento da dependência.

"Eu estou muito arrependida de todas as escolhas que eu fiz. O primeiro passo é o reconhecimento. Hoje eu reconheço que estou doente, mas antes eu não reconheci, nunca assumi, nunca aceitei ser viciada ou ser doente. […] Só eu sei o que eu faço para poder ficar bem e não consigo. Esse é meu último pedido de socorro e eu espero ser ajudada”.

Sem renda fixa e com dívidas acumuladas, Assíria, suas filhas e os pais idosos passaram a depender de ajuda de terceiros e estão vivendo de forma provisória.

"A gente realmente está sobrevivendo com a ajuda de pessoas mais próximas que conhecem a situação", disse a extensionista.

Após a repercussão do vídeo, ela conseguiu acesso a acompanhamento psicológico gratuito e segue tentando reorganizar a vida financeira para quitar os débitos. De acordo com uma amiga, por conta do abalo emocional provocado pela situação, Assíria foi afastada das redes sociais e também do uso do celular.

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