BRASIL
Justiça já havia constatado esquizofrenia de Genivaldo Santos
Genivaldo, que morreu sufocado em ação da PRF, foi absolvido por resistir a abordagem de PMs em 2016

A esquizofrenia de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, morto por policiais rodoviários federais que o sufocaram durante uma abordagem no município de Umbaúba (SE), já havia sido constatada em um processo judicial do ano de 2016. Na ocasião, ele foi absolvido por ficar comprovada a incapacidade de entender o ato cometido.
O processo é referente a uma abordagem de policiais militares. Assim como na ação que resultou em sua morte, Genivaldo se recusou a ser revistado por não compreender o que os policiais pediam.
Os agentes da PRF envolvidos no assassinato de Genivaldo, identificados como Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros, foram afastados das funções, segundo a reportagem do Fantástico, que afirmou que eles estão sendo investigados em um processo interno disciplinar.
Nesta terça-feira, 31, o diretor-executivo da PRF, Jean Coelho, e o diretor de inteligência da corporação, Allan da Mota Rebello, também foram afastados dos seus cargos. No entanto, a corporação negou que a demissão tenha algo a ver com a morte de Genivaldo.
A companhia afirma que a viagem dos dois já estava prevista antes do crime, pois eles foram nomeados para serem oficiais de ligação da PRF no Colégio Interamericano de Defesa, nos Estados Unidos.
Segundo a jornalista Andréia Sadi, colunista do g1, Coelho e Rebello haviam solicitado as dispensas há cerca de 10 dias, segundo a PRF, e elas só foram efetivadas agora por conta da burocracia.
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