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LUTO

Morre Pretinha, companheira do cão Orelha, após dias de internação

Cadela estava internada desde o fim de janeiro

Edvaldo Sales
Por
Cadela estava internada desde o fim de janeiro
Cadela estava internada desde o fim de janeiro - Foto: Reprodução | Redes Sociais

A cadela Pretinha, que vivia com o cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, morreu, na noite de segunda-feira, 9. Ela estava internada desde o fim de janeiro e foi vítima de falência renal.

Complicações causadas pela dirofilariose, doença mais conhecida como verme do coração, agravaram o estado de saúde do animal.

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Uma carta aberta feita pelo empresário Bruno Ducatti, que estava cuidando da cadelinha, confirmou a morte. “Gostaria imensamente de poder trazer boas notícias sobre a Pretinha, cadela comunitária e fiel companheira do Orelha, da Praia Brava que vinha recebendo tratamento veterinário desde janeiro deste ano. Infelizmente, não é o caso”, iniciou.

“É com profundo pesar e o coração despedaçado que comunico que, em 09 de fevereiro, às 20:30, em Florianópolis (SC), Pretinha faleceu em decorrência de falência renal, agravada por complicações causadas pela dirofilariose, apesar de todos os esforços médicos empregados para salvá-la”, seguiu Ducatti.

O texto pontua que, após os atos brutais que vitimaram Orelha, Pretinha foi retirada das ruas e acolhida. “Foi somente então que se revelou a gravidade real de seu estado de saúde — um quadro silencioso, avançado e cruel, como o de tantos animais invisíveis neste país”, enfatizou.

“Foram utilizados todos os recursos possíveis: internação intensiva, exames complexos, medicações de alto custo e acompanhamento contínuo. Ainda assim, a medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”, afirmou.

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Pretinha e Orelha

Bruno Ducatti relembrou o caso do Cão Orelha na carta. “Pretinha e Orelha deixaram uma marca que ultrapassa a Praia Brava. Suas histórias expõem o que funciona quando há cuidado comunitário — e o que falha quando o poder público e a sociedade se omitem”, destacou.

Não escondo minha profunda frustração e tristeza por não ter conseguido salvá-la. Estive em viagem internacional, mas investi toda a minha energia, recursos e envolvimento emocional nessa tentativa. Resta-me a certeza de que Pretinha não agonizou sozinha na rua.

Bruno Ducatti - cuidador

Desejo de justiça

Ainda no texto, o cuidador pediu justiça. “Reafirmo, de forma clara, meu desejo de Justiça no caso do Orelha e em todos os episódios de maus-tratos. A punição precisa ser severa e exemplar. A impunidade alimenta a crueldade”, opinou.

Ele complementou: “É urgente enfrentar o abandono animal. Animais comunitários não são ‘sem dono’ — são animais sem políticas públicas eficazes. Castração é saúde pública, prevenção e responsabilidade”.

“Por fim, deixo um apelo: amor sem responsabilidade também mata. Tratamento veterinário preventivo não é luxo. ‘O modo como uma nação trata seus animais é uma medida de sua civilização’ — David Strauss. Descanse em paz, minha Rainha. Abraça o Orelha por todos nós. Nos veremos algum dia”, finalizou.

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Cadela maus-tratos orelha

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