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INVESTIGAÇÃO

Cão Orelha: mulher admite que "pecou" ao inventar vídeo de agressão

Ela iniciou o boato afirmando existir um suposto vídeo do espancamento

Lucas Vilas Boas
Por
| Atualizada em
Imagem ilustrativa da imagem Cão Orelha: mulher admite que "pecou" ao inventar vídeo de agressão
Foto: Reprodução | Redes sociais

A Polícia Civil concluiu que não existe o suposto vídeo que teria registrado adolescentes agredindo o cachorro Cão Orelha, morto no início de janeiro. A informação veio à tona após uma mulher admitir que inventou o conteúdo divulgado por ela nas redes sociais. O caso foi revelado pelo programa Fantástico, da TV Globo.

O porteiro citado na publicação também foi ouvido pelas autoridades e negou qualquer registro ou presenciar agressões contra o animal. A informação foi confirmada à emissora pela delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal.

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Em depoimento, a mulher — que não teve o nome divulgado — reconheceu que foi responsável pela primeira postagem que mencionava a existência de um vídeo do espancamento. Na publicação, ela dizia que um porteiro teria gravado adolescentes batendo em Orelha e que, depois, familiares dos jovens o teriam obrigado a apagar o material.

Segundo o relato à polícia, a história surgiu após ela ler o comentário de uma conhecida em uma rede social.

"Partiu de mim o post que contou [sobre o suposto vídeo do espancamento]. Só que eu não imaginei que fosse repercutir tanto", afirmou. Ao ser questionada se havia assistido às imagens, respondeu que não.

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A Polícia Civil reforçou que a gravação nunca existiu. "Não há nenhuma testemunha presencial das agressões e não há nenhum vídeo das agressões", disse o delegado Renan Balbino ao Fantástico.

Apesar disso, na última semana, a corporação informou que testemunhas afirmaram ter visto o adolescente apontado como agressor praticando o ato contra o animal.

Arrependimento

Após perceber a dimensão que o caso tomou nas redes, a autora da postagem disse ter se arrependido. "Quando comecei a perceber que o post tinha viralizado, e começaram a falar em represálias às crianças, eu não acho certo isso (...) Pequei, porque não deveria ter acreditado nela [na conhecida que fez o comentário]", declarou à emissora.

O veterinário que atendeu Orelha explicou que a morte ocorreu em consequência de uma pancada na cabeça, que se agravou com o passar dos dias. De acordo com o profissional, o cachorro apresentava um inchaço na região, compatível com um golpe causado possivelmente por um objeto de madeira ou uma garrafa. A lesão evoluiu e o animal morreu dois dias depois.

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cão orelha

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