Busca interna do iBahia
HOME > BRASIL
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

BRASIL

Corpo do cão Orelha será exumado e caso pode ter novas investigações

Promotoria quer perícia direta e apura coação de adultos no caso da Praia Brava

Isabela Cardoso

Por Isabela Cardoso

10/02/2026 - 18:27 h | Atualizada em 10/02/2026 - 18:48

Siga o A TARDE no Google

Google icon
O cachorro comunitário Orelha morreu após ser vítima de agressões por um grupo de adolescentes
O cachorro comunitário Orelha morreu após ser vítima de agressões por um grupo de adolescentes -

O desfecho da investigação sobre o caso do cão comunitário Orelha, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, 10. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de uma perícia direta, além de determinar novas diligências para complementar o inquérito policial.

A decisão das Promotorias de Justiça ocorre após a análise do relatório da Polícia Civil, que apontou um adolescente como o autor das agressões e indiciou três adultos por suspeita de coação durante o processo.

Tudo sobre Brasil em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

Segundo o MPSC, há "necessidade de esclarecimentos específicos" para garantir a integridade das provas e apurar se houve interferência ilegal nas investigações.

Entenda os novos pedidos da Promotoria

O órgão ministerial dividiu as frentes de atuação para garantir que todos os crimes correlatos sejam punidos:

  • A exumação visa substituir o laudo indireto por uma análise técnica oficial sobre a causa da morte, confirmando o golpe na cabeça.
  • A 2ª Promotoria de Justiça apura se dois empresários e um advogado, pais e tio de adolescentes investigados, pressionaram testemunhas, como o porteiro de um condomínio da região.
  • Foi solicitado o aprofundamento de boletins de ocorrência que envolvem outros atos infracionais e registros envolvendo cães no bairro.

Conduta policial sob análise

O caso também reflete na cúpula da segurança pública estadual. A 40ª Promotoria do MPSC instaurou um procedimento preparatório para avaliar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel.

Leia Também:

O objetivo é verificar possíveis abusos de autoridade ou violação de sigilo funcional durante a divulgação de informações do inquérito. Em resposta, o delegado afirmou não ter sido notificado e negou qualquer irregularidade.

Cronograma do crime e mobilização nacional

Orelha foi encontrado agonizando no dia 4 de janeiro e morreu no dia seguinte. O laudo inicial apontou morte por objeto contundente. O caso gerou uma onda de protestos em diversas capitais brasileiras no início de fevereiro, com manifestantes cobrando justiça para o cão Orelha e leis mais rigorosas contra maus-tratos.

Agora, a Polícia Civil tem um prazo para refazer depoimentos e cumprir as novas solicitações. Somente após a devolução do inquérito, o Ministério Público decidirá se oferece denúncia formal à Justiça.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
O cachorro comunitário Orelha morreu após ser vítima de agressões por um grupo de adolescentes
Play

Vídeos do STF revelam versões conflitantes de Vorcaro e ex-presidente do BRB

O cachorro comunitário Orelha morreu após ser vítima de agressões por um grupo de adolescentes
Play

Vídeo: blogueira é sufocada por namorado até desmaiar em elevador

O cachorro comunitário Orelha morreu após ser vítima de agressões por um grupo de adolescentes
Play

Idosa é atropelada por motorista nu e bêbado; veja vídeo

O cachorro comunitário Orelha morreu após ser vítima de agressões por um grupo de adolescentes
Play

“Assassinos” e “Jesus”: terreiro Bantu é alvo de ataque em Salvador

x