BRASIL
Perícia da PF confirma autoria de Tiradentes em anotações históricas
Análise valida manuscritos em obra histórica do século XVIII

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) divulgou o resultado de uma perícia que confirma a autoria de Joaquim José da Silva Xavier em anotações manuscritas presentes no chamado “Livro de Tiradentes”.
O documento integra o acervo do Museu da Inconfidência e é considerado um dos registros mais emblemáticos da Inconfidência Mineira.
O laudo foi elaborado pelo Instituto Nacional de Criminalística, a partir de exame grafoscópico conduzido pelo setor de perícias documentais da Polícia Federal. A análise avaliou características da escrita em trechos específicos da obra.
Segundo os peritos, não foram identificados elementos que coloquem em dúvida a compatibilidade das anotações com a autoria de Tiradentes, indicando que os registros manuscritos são, de fato, do inconfidente.
Documento ganha novo significado histórico
Com a confirmação, o livro deixa de ser apenas um objeto associado ao contexto político do século XVIII e passa a representar uma evidência direta da relação de Tiradentes com a leitura e a circulação de ideias políticas.
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A obra analisada reúne textos fundamentais ligados à formação dos Estados Unidos, como a Declaração de Independência dos Estados Unidos, que influenciaram movimentos emancipatórios na América.
Descoberta reforça papel de Tiradentes
A validação das anotações amplia a compreensão sobre a atuação de Tiradentes na Inconfidência Mineira, indicando que ele não apenas participou das articulações políticas, mas também teve envolvimento direto com conteúdos teóricos e debates da época.
O resultado também contribui para revisões historiográficas ao apresentar o personagem sob uma perspectiva mais complexa, para além da imagem tradicional de mártir.
Acervo ganha relevância para pesquisa
O “Livro de Tiradentes” permanece sob guarda do Museu da Inconfidência e passa a ocupar posição ainda mais relevante no acervo. A instituição destaca que a descoberta amplia o potencial de pesquisa, preservação e difusão do patrimônio histórico brasileiro.
A expectativa é que novas iniciativas sejam desenvolvidas para aprofundar os estudos e compartilhar os desdobramentos da descoberta com o público e a comunidade acadêmica.
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