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Política é assunto intocável nos gibis, diz Mauricio de Sousa

Ex-presidente de associação tida como de esquerda, criador de histórias infantis diz que não quer fazer algo que magoe

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
“Meus personagens são crianças, e criança não mexe com política. A gente não faz ativismo", diz Mauricio de Sousa
“Meus personagens são crianças, e criança não mexe com política. A gente não faz ativismo", diz Mauricio de Sousa - Foto: Antônio Cruz | Agência Brasil

Criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, que deixou a atividade de cartunista para supervisionar os 400 artistas que emprega, disse que política é um assunto intocável nos gibis. “Eu sou sensível ao que pode magoar e não ser aceito pela família”, disse Mauricio de Sousa em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo neste sábado, 23.

Mauricio de Sousa presidiu, no período da Ditadura Militar, a Associação dos Desenhistas de São Paulo, que era tida como comunista na época. Seu cargo fez com que suas tirinhas fossem banidas dos jornais.

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“Meus personagens são crianças, e criança não mexe com política. A gente não faz ativismo. Tenho que usar o velho recurso da borracha. ‘Apaga.’ Isso é intocável”, justificou.

Apesar dos cuidados com o envolvimento com política nas tirinhas, Mauricio de Sousa diz que tem feito adaptações aos tempos atuais e alegou que planeja personagens gays, além de prometer dar à personagem Milena o mesmo protagonismo de Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. Milena foi criada há cinco anos e é a primeira garota negra dos gibis.

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cartunista desenhista gibis Mauricio de Sousa Turma da Mõnica

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