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NOVA JORNADA DE TRABALHO

Presidente da FIEB sobre fim da escala 6x1: “Desafio que nos obriga a inovar”

Carlos Henrique Passos também acendeu alerta para pressão sob o mercado

Ane Catarine e Gabriela Araújo
Por Ane Catarine e Gabriela Araújo
Presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos
Presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos -

O fim da escala 6x1 ainda não entrou em vigor, mas já abre um intenso debate no setor empresarial. Na manhã desta sexta-feira, 24, o presidente da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, diz não se opor à iniciativa, mas acendeu um alerta para como será feita a mudança.

"Dificilmente o setor empresarial vai deixar de enfrentar essa questão da redução da jornada, não por ser contra a redução, mas por entender que a redução de forma artificial cria dentro do ambiente competitividade", disse o titular da FIEB.

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As declarações foram dadas durante a abertura do evento Index Bahia, considerada maior evento da indústria do Nordeste, que ocorre nos dias 6 a 8 de maio.

Presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos
Presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos | Foto: Ane Catarine | Ag. A TARDE

Fim da escala 6x1: entenda o processo

O fim da atual jornada trabalhista foi aprovada, de forma primária, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 22. Agora, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) segue para análise em um colegiado especial.

A tendência é que a escala 5x2, isto é, cinco dias de trabalho e dois de folga, a mesma enviada pelo governo Lula (PT), ganhe o aval dos parlamentares.

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Mercado sob pressão

Na avaliação de Passos, muitas vezes, o mercado só evolui sob pressão. Ainda assim, segundo ele, o fim da escala 6x1 deve servir como catalisador para a evolução das empresas.

"Talvez seja o caminho também que faz com que as empresas possam inovar, criar e superar. Esse desafio nos obriga a fazer, não é o melhor caminho, pelo menos no momento em que encontramos outros desafios", afirmou ele, que em seguida, complementou: “As energias das empresas já estão direcionadas para ela”.

Durante discurso, ele mencionou o período eleitoral que o país está imerso, mas diz acreditar que os desafios impostos criam um ambiente de "superação" ao setor empresarial.

“Estamos em um período eleitoral com muita polarização e nessa polarização se discute muitas vezes o crescimento sustentável do país e quais soluções eleitoreiras de um momento eleitoral”, disse Passos.

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Por fim, ele disse: “Então, todos esses desafios somados a mais um ao invés de criar um ambiente empresarial na visão do pessimismo vai nos obrigar a energia da superação”.

Quando começa a valer o fim da escala 6x1?

A proposta ainda não entra em vigor imediatamente. Após a aprovação na CCJ, o texto seguirá para uma comissão especial, onde será discutido em detalhes. Entre os pontos em discussão estão:

  • Redução da jornada semanal de 44 para 40 horas
  • Possível transição gradual para adaptação das empresas
  • Mudança da escala para modelos como 5x2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso)

O texto também pode sofrer ajustes ao longo da tramitação.

Depois disso, precisará ser votado no plenário da Câmara em dois turnos, com apoio mínimo de 308 deputados.

Se aprovado, seguirá para o Senado, onde passa por novo processo de análise. Só após aprovação final e promulgação é que a medida passa a valer.

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fieb fim da escala 6x1

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