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Projeto visa maior fiscalização sanitária de cacau importado da África

Ideia é mudança nas normas sanitárias de importação do cacau oriundo da África

Da Redação
Por Da Redação
Imagem ilustrativa da imagem Projeto visa maior fiscalização sanitária de cacau importado da África
Foto: Divulgação

A Associação Nacional de Produtores de Cacau, conquistou um grande passo para a cacauicultura brasileira. Foi protocolada no Congresso Nacional o Projeto de Decreto Legislativo (PDL), que visa sustar a Instrução Normativa, de 23 de março de 2021, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que atualiza os requisitos fitossanitários para a importação de amêndoas fermentadas e secas de cacau produzidas na Costa do Marfim.

O projeto faz parte de uma luta conduzida pela presidente da ANPC, Vanuza Barroso, a qual vem defendendo desde junho deste ano, a revogação da IN 125, em relação às normas de vigilância sanitária, utilizadas para a importação do cacau, oriundo da África, em território nacional.

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“Recebemos a excelente notícia que o PDL, solicitando a anulação da IN125, foi finalmente protocolado no congresso, por meio do PDL nº 330/2022, de autoria do deputado federal Zé Neto. Isso nos encoraja a dizer que nossa bandeira definitivamente não é partidária, ela é de uma causa que unifica o Brasil, o cacau brasileiro”, disse Vanuza Barroso.

A luta pela revogação da IN125, vem sendo travada de forma intensa pela associação. De junho até hoje o trabalho desenvolvido pela ANPC já levou a demanda para o Ministério da Agricultura, em audiência com o atual ministro Marcos Montes, além de promover debates com foco no cacau.

Discussões foram realizadas em reuniões com a Câmara Setorial, SDA, CEPLAC, movimentos que visam promover a conscientização da classe política e dos produtores de cacau, bem como da sociedade civil e da indústria, diante aos potenciais riscos que a flexibilidade adotada pela instrução normativa em vigor, possam provocar na produção do cacau brasileiro, visto que o cacau importado da Costa do Marfim, não é mais tratado com a substância brometo de metila, substância que, de acordo com especialistas, é a única que se comprovou ser eficaz no combate a pragas como Phytophthora megakarya e especialmente a Striga spp.

" Queremos que o tratamento do cacau seja realizado na origem, que o cacau oriundo da África chegue aos portos brasileiros com segurança, já tratado com o brometo de metila, e que aqui, em solo brasileiro, tenhamos uma fiscalização mais rigorosa, já que essa rigorosidade vai depender de legislação. Sendo assim é necessária a sensibilização dos nossos representantes políticos”, finalizou Vanuza.

Ainda no final da tarde desta quinta-feira, 1, mais um movimento importante foi apresentado no Congresso Nacional. A deputada baiana, Lidice da Mata, requereu “ informações ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), acerca da emissão da Instrução Normativa, do dia 23 de março de 2021, que de acordo com laudos técnicos especializados, expõe a grave risco o agronegócio nacional”.

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cacau congresso importação mudança Normas projeto vigilância sanitária

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