Busca interna do iBahia
HOME > CARNAVAL

DA FANTASIA À MORTALHA E AO ABADÁ

Da mortalha ao abadá: a evolução do traje no Carnaval de Salvador

Criador do abadá falou ao portal A TARDE sobre o resgate do tradicional na folia

Edvaldo Sales
Por
Criador do abadá falou ao portal A TARDE sobre o resgate do tradicional na folia
Criador do abadá falou ao portal A TARDE sobre o resgate do tradicional na folia - Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE

A mistura do antigo com o novo e o resgate do tradicional têm se intensificado no Carnaval de Salvador. Neste ano, o Bloco Camaleão, por exemplo, fez uma releitura da primeira mortalha produzida para o bloco em 1986, assinada por Pedrinho da Rocha, criador do abadá.

O designer e publicitário participou do VIII Fórum do Carnaval de Salvador, na manhã desta quinta-feira, 21. Ao portal A TARDE, ele falou sobre o processo de mudança e evolução do abadá ao longo dos anos.

Tudo sobre Carnaval em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

SALVADOR

Ordem dos trios: Daniela Mercury pode voltar à Justiça após polêmica no Carnaval
Ordem dos trios: Daniela Mercury pode voltar à Justiça após polêmica no Carnaval imagem

CARNAVAL 2027

“Rezar para que não quebre”, diz presidente do Comcar sobre trios elétricos
“Rezar para que não quebre”, diz presidente do Comcar sobre trios elétricos imagem

VEM AÍ?

Novo circuito do Carnaval de Salvador: autoridades opinam sobre mudança
Novo circuito do Carnaval de Salvador: autoridades opinam sobre mudança imagem

Da fantasia à mortalha e ao abadá

Rocha lembrou que, nos anos 60, a folia tinha muita fantasia. “Eram fantasias complexas. Depois, no final dos anos 60, surgiu uma fantasia que quebrou com aquela antiga, que era muito prático de vestir e de fazer, que era a mortalha, que ficou até 1992 ou 1993, quando a gente oficializou algo que as pessoas já faziam”, disse.

A gente cortou a mortalha e batizou de abadá, e isso foi na Banda EVA, em 1993. No outro ano, todo mundo foi de abadá e a partir daí o ele foi diminuindo e hoje é uma camisa.

Pedrinho da Rocha - criador do abadá
O primeiro abadá da história foi do Eva
O primeiro abadá da história foi do Eva - Foto: Divulgação

Pedrinho pontuou que, para ele, que trabalha com criação, “houve um reducionismo muito grande, mas assim, o carnaval é isso, é liberdade”.

A fantasia seguiu esse caminho da liberdade, das pessoas improvisarem, customizarem.

Pedrinho da Rocha - criador do abadá

Resgate com o Camaleão

Em 2026, o Bloco Camaleão fez uma celebração especial. O abadá do primeiro dia do desfile foi uma releitura da primeira mortalha produzida para o bloco em 1986.

O modelo contou com algumas referências do design original, porém com elementos atuais, dialogando com o cenário atual da festa momesca e do próprio bloco, que é puxado pelo cantor Bell Marques.

“A primeira mortalha que eu criei para o Camelão foi no carnaval de 1986. Eu lembrei disso e esse ano eu quis fazer uma homenagem, mas com outra tecnologia. A gente até recebeu uma premiação”, celebrou.

Abadá do Bloco Camaleão em 2026
Abadá do Bloco Camaleão em 2026 - Foto: Divulgação

Evolução

O profissional destacou que a fantasia acompanhou a música. “Quando eu comecei, as fantasias eram mais no estilo marinheiro, pirata, aquela coisa meio carnaval europeu. A gente vivia na época da marcha-rancho, depois começou o frevo, e a mortalha já ficou mais adequada”, explicou.

Pedrinho da Rocha detalhou ainda que quando surgiu o samba-reggae, o carnaval ficou mais “swingado” e a mortalha já não cabia mais. “O abadá veio casar com isso”, afirmou.

“Eu também percebo que hoje existe um retorno da fantasia em alguns lugares. Isso é muito legal. Eu vivenciei um carnaval que era a fantasia no sentido duplo, porque tinha a fantasia física e a da mente. O artista e o trio não eram os principais”, contou.

Pessoas fantasiadas no Carnaval de Salvador em 1992
Pessoas fantasiadas no Carnaval de Salvador em 1992 - Foto: Carlos Santana | Ag. A TARDE

Segundo o designer, essa característica da folia também está sendo resgatada, com o Banho de Mar à Fantasia, por exemplo. “Muito legal isso porque tem mais uma opção. Tem pessoas que vão querer o carnaval com o trio, com o artista, que é maravilhoso, e tem outros que vão buscar esse resgate da fantasia”, complementou.

“Se a gente puder conviver com esses dois carnavais, eu acho legal. Porque vai ter um público para cada tipo de carnaval”, finalizou.

Carnaval ao vivo é no A TARDE!

Acompanhe os trios, artistas e a folia em tempo real na transmissão especial do A TARDE.

Assista no Youtube Youtube icon
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

ABadá Carnaval de Salvador

Relacionadas

Mais lidas