INVESTIMENTO
Especialista dá dicas de como investir o lucro do aluguel de Carnaval
Com ocupação acima de 85%, Salvador consolida o aluguel de temporada como pilar estratégico para investidores em 2026

Em Salvador, a alta demanda por hospedagens de curta duração deixou de ser apenas um fenômeno turístico para se tornar uma peça estratégica no tabuleiro do planejamento financeiro de proprietários e investidores.
Leia Também:
O fluxo de visitantes no estado, que superou a marca de 9 milhões em 2024, concentra na capital o seu maior volume financeiro. Somente durante os dias de folia, a economia local movimenta mais de R$ 6 bilhões.
Esse aporte maciço de capital impacta diretamente os bairros que compõem os circuitos da festa, como Barra, Ondina e o Centro Histórico, onde a taxa de ocupação dos imóveis de temporada ultrapassa os 85%.
Olhar estratégico
Embora os números sejam vultosos, o caráter pontual dessa receita exige cautela. Levantamentos indicam que as diárias no período carnavalesco podem sofrer um ágio de até 60% em relação à média anual.
Para Larissa Falcão, sócia e líder regional da XP no Norte e Nordeste, o segredo para transformar esse ganho em patrimônio sólido reside na forma como o recurso é integrado ao orçamento global.
“O Carnaval cria uma renda adicional relevante para muitos soteropolitanos. O planejamento financeiro entra justamente para ajudar a entender como esse recurso pode ser usado de forma consciente, alinhado a objetivos de curto, médio e longo prazo, sempre considerando o perfil de cada investidor”, pontua a executiva.
Juros elevados
Com os juros ainda em patamares elevados, mas com sinalização de queda gradual, a gestão da renda extra obtida no verão exige uma análise técnica sobre onde alocar o lucro das hospedagens.
Larissa Falcão destaca que não existe uma fórmula única, mas sim a necessidade de contextualizar o ganho.
“O planejamento financeiro ajuda a transformar uma renda concentrada em poucos meses em algo mais previsível e estratégico, seja para reforçar a reserva financeira, diversificar investimentos ou organizar compromissos futuros”, explica.
Segundo ela, a prioridade deve ser o equilíbrio entre liquidez e segurança, especialmente através de títulos de renda fixa e ativos atrelados à inflação.
Outro lado da moeda
Para que o aluguel por temporada seja de fato lucrativo, o proprietário precisa olhar além dos meses de pico. Falcão alerta que o planejamento deve contemplar os períodos de vacância — quando o imóvel não gera receita — e os custos fixos de manutenção e tributação.
"A análise de dados de ocupação e o uso de indicadores de mercado são ferramentas essenciais para evitar decisões baseadas apenas no entusiasmo da alta estação".
Nesse contexto, a diversificação aparece como o antídoto contra o risco da concentração excessiva em um único ativo. Ao distribuir os lucros do Verão em diferentes classes de ativos, o investidor garante uma saúde financeira que perdura durante todo o ano, independentemente do calendário festivo.
“A sazonalidade passa. O que fica é a importância de tomar decisões financeiras bem estruturadas e alinhadas aos objetivos de cada investidor”, conclui Larissa Falcão, reforçando que o apoio profissional pode ser o diferencial para quem deseja profissionalizar a gestão de seus ganhos eventuais.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




