DARK HORSE
Ancine analisa filme sobre Bolsonaro e decisão pode definir estreia
Pedido feito à Ancine marca uma nova etapa para o longa sobre Jair Bolsonaro


A possibilidade de Dark Horse, filme que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, chegar aos cinemas brasileiros avançou mais uma etapa.
A distribuidora Europa Filmes protocolou junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine) o pedido de Registro de Obra Estrangeira (ROE), procedimento que integra o processo regulatório para a exibição comercial do longa no país.
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Segundo informou a Ancine ao Metrópoles, o pedido foi apresentado em 22 de junho de 2026. Apesar do avanço, o protocolo não representa uma autorização para o lançamento nem confirma uma data de estreia.
O que significa o pedido feito à Ancine
De acordo com a agência, o Registro de Obra Estrangeira funciona como um cadastro inicial da produção e corresponde apenas à primeira fase exigida para que um filme estrangeiro possa ser distribuído comercialmente no Brasil.
Depois dessa etapa, a Europa Filmes ainda precisará solicitar o Certificado de Registro de Título (CRT), documento que oficializa o registro da obra. Somente após a emissão desse certificado será possível pedir a classificação indicativa ao Ministério da Justiça e cumprir as demais exigências legais necessárias para o lançamento.
A Ancine destacou que a análise ainda não foi concluída. “Por se tratar de processo em curso, a Ancine não antecipa conclusões sobre o mérito do mesmo”, informou a agência ao Metrópoles.
Filme já foi investigado pela Ancine
O novo pedido ocorre meses após Dark Horse ter sido alvo de uma investigação administrativa da Ancine. Na ocasião, o órgão buscava esclarecer a natureza da produção e o papel da Go Up Entertainment para definir se o longa deveria ser considerado uma produção brasileira ou uma obra estrangeira gravada no Brasil.
Durante a apuração, a agência solicitou documentos como contratos, plano de filmagem e informações sobre os profissionais estrangeiros envolvidos na produção devido à falta de informações apresentadas inicialmente.
Produção também enfrentou polêmica sobre financiamento
Além das questões regulatórias, Dark Horse também chamou atenção por causa de seu financiamento.
Reportagem do The Intercept Brasil revelou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro aparece pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção.
Em resposta, a Go Up Entertainment afirmou que recursos do empresário ou de associados ao Banco Master não foram utilizados no longa e declarou que a identidade dos investidores é protegida pela legislação norte-americana.
Na mesma ocasião, o deputado federal Mario Frias (PL-RJ), roteirista do filme, afirmou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária na produção nem na empresa responsável pelo longa, tendo apenas cedido os direitos de imagem da família Bolsonaro para a realização do projeto.


