MÚSICA E CINEMA
Da Bahia ao mundo: história do Olodum vai virar filme e documentário
Projeto audiovisual sobre os 50 anos do grupo baiano ganha força e promete revelar bastidores e impacto global da instituição cultural

O Olodum prepara um novo capítulo em sua história: a trajetória do bloco afro, que nasceu no Pelourinho e ganhou o mundo, vai virar filme e documentário.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa conduzida pelos presidentes Jorginho Rodrigues e Marcelo Gentil, que detalharam os planos para os próximos anos e reforçaram o caráter histórico da produção audiovisual.
Segundo Jorginho, o projeto nasce como parte das comemorações de meio século do grupo e busca traduzir, em linguagem cinematográfica, a dimensão cultural e social construída ao longo das décadas.
“Estamos dando os passos para contar a história dos 50 anos do Olodum. Essa história será contada em um filme de ficção, também em um documentário, a partir do ponto de vista da fundação, do que é o Olodum e de como essa organização, tão pequena nos anos 80, nasceu, se implantou aqui a partir do Centro Histórico e conseguiu alcançar o mundo”, afirmou.
Leia Também:
Do Pelourinho para o mundo
A proposta do filme não é apenas revisitar memórias, mas evidenciar a expansão global do grupo. Hoje, o Olodum se consolidou como um dos maiores símbolos da cultura afro-brasileira no exterior.
“Hoje, podemos certamente dizer que o Olodum é uma organização de cultura global, presente em mais de 46 países, com sua música, sua cultura e sua ação social conhecidas e referendadas por vários países do mundo inteiro. Temos muito orgulho disso, e isso faz parte do contexto que nós vamos contar nesses documentários e nesse filme que a gente vai iniciar”, afirmou Jorginho.
A narrativa audiovisual pretende ir além da música, destacando também o impacto social do grupo em Salvador e em diversas comunidades.
Uma história que já parece cinema
Para Jorginho, a própria trajetória do Olodum já carrega elementos cinematográficos — o que reforça a potência do projeto. “Tem muita história para contar, como meu pai falou, desde quando os planos eram cantar sobre o Egito e sair com o pé pelas ladeiras do Pelourinho para outros lugares".
"A imaginação é muito fértil, e a gente tem criado conteúdo, uma história de vida bem real, que parece um filme — e também um documentário sobre os bastidores de todo esse processo”, completou.
A ideia é reconstruir desde os primeiros passos do bloco até sua consolidação internacional, incluindo personagens e momentos-chave. “É natural, hoje em dia, com a velocidade da comunicação e a rapidez com que as informações se propagam, que a gente espere também traduzir essa trajetória em uma ficção que conte a história desde a fundação, com os amigos aqui no Pelourinho, pensando em criar o bloco, entendendo o porquê e como tudo aconteceu — a chegada de meu pai, de Deguinho do Samba, de tantos outros nomes”.
Muito além de um bloco
Um dos objetivos centrais do projeto é ampliar a compreensão pública sobre o que é o Olodum, frequentemente reduzido a uma única dimensão. “Marcelo chegou antes e disse: enfim, não é uma história somente sobre um personagem, mas sobre todo esse universo que o Olodum construiu através dos temas de Carnaval, dos ensaios, das cores e da música”.
“E em como isso transformou a vida de milhares de pessoas em Salvador e no Brasil inteiro. Os documentários também vão fazer parte desse imaginário e dessa realidade, porque trazem uma forma mais técnica de mostrar tudo o que a gente passou e vivenciou para chegar até hoje”, completou.
Rumo aos 50 anos
O início das gravações marca também o começo de um ciclo simbólico que culminará nas comemorações de cinco décadas do grupo, previstas para os próximos anos. “Esse processo é, para a gente, uma consolidação da história do Olodum ao longo desses 50 anos. Esse processo de filmagem e gravação começa agora, mas vai desaguar nas comemorações dos 50 anos, para que uma parcela ainda maior da sociedade, no Brasil e no mundo, conheça de fato o que é o Olodum”.
“Muita gente acha que é só um bloco, muita gente acha que é uma escola de tambores, muita gente acha que é só uma banda — e é preciso que a gente dê essa informação de forma mais clara. Uma das formas é o filme, e a outra são os documentários, que mostram os bastidores da nossa luta no dia a dia e também as nossas vitórias, porque nós temos muitas conquistas”, finalizou Jorginho.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




