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Wagner Moura diz que 'O Agente Secreto' não existiria sem Bolsonaro
Ator baiano participou do programa 'The Daily Show'

Por João Grassi

Cumprindo agenda de divulgação do filme 'O Agente Secreto' nos Estados Unidos, Wagner Moura participou do talk show 'The Daily Show'. O tradicional programa é apresentado por Jordan Klepper e já é transmitido há 30 anos pelo emissora Comedy Central.
Além de abordar sua vitória no Globo de Ouro, o ator baiano comentou sobre a influência da política na obra dirigida por Kléber Mendonça Filho. Segundo o artista, a eleição de Jair Bolsonaro, ex-presidente, foi impactante para a produção.
"O filme tem recebido um grande reconhecimento desde o Festival de Cannes. E em um dos prêmios que recebi, eu agradecia a ele [Jair Bolsonaro]. Sem ele, não teríamos feito o filme. O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022. Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI", comentou Wagner Moura.
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"Quando nós elegemos um presidente de extrema-direita em 2018, esse homem foi como uma manifestação física desses ecos", completou o ator.
Wagner também criticou a Lei da Anistia de 1979. O ator afirmou que a lei "perdoou todos os torturadores, assassinos e pessoas que fizeram coisas desprezíveis para os civis".
"Existem coisas que não podem ser esquecidas e nem perdoadas. O Brasil está, finalmente, superando um problema de memória ao mandar para prisão pela primeira vez pessoas que atentaram contra a democracia. O próprio Bolsonaro está na prisão. O Bolsonaro jamais teria existido politicamente se não fosse a anistia", lamentou.
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