Menu
Pesquisa
Pesquisa
Busca interna do iBahia
HOME > colunistas > ACRÉSCIMOS
COLUNA

Acréscimos

Por Luiz Teles

ACERVO DA COLUNA
Publicado quinta-feira, 08 de agosto de 2024 às 3:00 h | Autor: Luiz Teles

‘Olimpíada Cultural’ é a cara de Paris

Confira a coluna Acréscimos

Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email
Imagem ilustrativa da imagem ‘Olimpíada Cultural’  é a cara de Paris
-

Por meio das transmissões internacionais cada vez mais potentes e variadas, todo planeta consegue acompanhar as competições olímpicas e as disputas por medalhas. Contudo, desde 1992, em Barcelona, apenas quem está in loco pode aproveitar uma das coisas mais legais dos Jogos: a Olimpíada Cultural, um evento paralelo aos Jogos e que acontece como uma obrigação imposta pelo COI à cidade-sede.

Em seu site oficial, a entidade diz que a ideia desta ação é “aproveitar os eventos culturais para promover vínculos entre a arte e o esporte, incentivar o diálogo entre os países e ocupar o espaço público reunindo as culturas do mundo”. Em Paris, dona de uma cultura urbana fabulosa e onde a cada esquina você encontra um museu (são mais de 150 na capital francesa), a Olimpíada Cultural caiu como uma luva, e desde a minha chegada por aqui tentei aproveitar ao máximo as variadas exposições espalhadas pela cidade.

Tudo sobre Acréscimos em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Os cinco principais museus de Paris têm exposições especiais sobre o olimpismo: o Louvre, a Orangerie, o Museu d'Orsay, o Centro Pompidou e o Museu du quai Branly. Contudo, as ações estão por toda parte, com mais de dois mil projetos com o selo 'Olimpíada Cultural' na França. Há várias amostras de fotografias temáticas, muitas delas montadas em ambientes externos, como praças e parques, com temas variados para todos os gostos.

A gigante exposição temporária instalada no Louvre, ‘O Olimpismo: uma invenção moderna, um património antigo’, é de uma riqueza absurda. Foi maravilhoso poder observar por meios de objetos originais e painéis explicativos, como escavações arqueológicas na Grécia, no século XIX, revelaram tesouros excepcionais e reacenderam estudos das línguas, história e arte, com todas essas disciplinas entrelaçadas inspirando o nascimento do movimento olímpico.

Já no Museu Nacional de História da Imigração, a exposição “Olimpismo, uma história do mundo”, aborda com muita sensibilidade e senso crítico a trajetória social e política das últimas 30 edições olímpicas. Na mostra são apresentados aos visitantes mais 130 anos de história por meio de imagens memoráveis, mesclando fotos de atletas, com as de batalhas e lutas políticas travadas no cenário olímpico desde a organização dos primeiros Jogos, em Atenas-1896. São explorados temas como: a construção das nações, a cultura de massas, os períodos entre guerras, a oposição entre o totalitarismo e a democracia, a Guerra Fria, a globalização econômica, as recentes ondas de descolonização e as reivindicações de minorias, imigrantes e países emergentes.

Com as competições e a cobertura jornalística tomando quase todo meu tempo por aqui, só consegui ir a três exposições. Uma pena, mas não faria mal a ninguém que o COI e os museus franceses pudessem promover as mostras em outros países. Seria fantástico.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags

Assine a newsletter e receba conteúdos da coluna O Carrasco