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Por Armando Avena

ACERVO DA COLUNA
Publicado quinta-feira, 26 de março de 2026 às 3:32 h | Autor: Armando Avena - A TARDE

Agro na Bahia é maior do que muitos estados do Nordeste

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Crescimento real do PIB do agronegócio baiano em 2025 foi puxado pelo incremento na safra de grãos
Crescimento real do PIB do agronegócio baiano em 2025 foi puxado pelo incremento na safra de grãos -

O agronegócio na Bahia é uma potência. Em 2025, o PIB do agronegócio foi de quase R$ 120 bilhões, o que representa, 22% do PIB total da Bahia. A participação da agropecuária na formação do PIB do Estado tem variado entre 22% e 24% e já chegou a representar 25% da economia estadual. Isso significa que a cada R$ 1 gerado na economia baiana, entre R$ 0,22 e R$ 0,25 vêm do agronegócio.

O crescimento real do PIB do agronegócio baiano em 2025 foi puxado pelo incremento na safra de grãos no estado, que elevou-se em 10,8%, segundo a Conab. O algodão e a soja, tiveram incremento de colheita de 16,3% e 16,5%, respectivamente, a produção de insumos cresceu 6% e a produção pecuária teve um incremento 4,2%.

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O agronegócio engloba não apenas a produção agrícola e pecuária, mas também os insumos, fertilizantes, máquinas, a indústria de alimentos, o transporte e distribuição e outros segmentos. O agronegócio é muito maior que o PIB da agropecuária, que gera menos de 10% do PIB baiano.

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Mas pode-se avaliar melhor a força do setor, comparando com outros estados do Nordeste. Em 2025, por exemplo, o PIB do agronegócio da Bahia foi maior do que o PIB total do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Piauí e Sergipe, individualmente. E, se o PIB da Bahia em 2025 foi responsável pela geração de 1/3 do PIB gerado na região Nordeste, o PIB do agronegócio baiano já representa cerca de 8% da economia nordestina.

O agronegócio da Bahia não é apenas um setor, tem escala equivalente a um estado inteiro de porte médio do Nordeste. É uma economia maior que todos os estados nordestinos , com exceção de Bahia, Ceará, Pernambuco e Maranhão, e maior que todos os estados do Norte, a exceção de Amazonas e Pará.

Isso acontece porque o agronegócio baiano forma uma cadeia produtiva, que inclui produção, indústria de transformação, logística, processamento e exportação, além de transporte e serviços ligados ao agro e outros segmentos.

Em termos espaciais, a região Oeste se sobressaí e aí, como diria Pero Vaz de Caminha, em se plantando tudo dá, mas com irrigação. O Oeste responde por mais de 60% do agronegócio baiano, com uma agricultura altamente mecanizada, forte presença de grandes produtores, integração com mercados internacionais e logística voltada para exportação, em tudo semelhante à agricultura que se pratica em Mato Grosso e Goiás. Depois vem o Vale do São Francisco, com fruticultura irrigada de alta produtividade e a região do Litoral Sul, com enorme diversidade (café, cacau, reflorestamento e outros produtos). E em todo estado há a pecuária, que cresce a cada ano.

Por fim, vale lembrar, que quando o agronegócio cresce, dinamiza outros setores da economia, a exemplo do comércio e dos serviços. Quando se colhe uma boa safra no Oeste, as vendas no comércio e nas concessionárias de carros e máquinas agrícolas nas cidades registram crescimento exponencial. E, sob essa ótica, pode-se afirmar que o agronegócio é o segundo grande motor da economia baiana. A Bahia tem vocação para o agronegócio e sua produção já está entre as maiores do país.

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