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EDITORIAL

Saúde mais forte

Confira o editorial do Grupo A Tarde desta terça-feira, 13

Da Redação
Por Da Redação
Agentes de endemias fiscalizam aéreas com focos de dengue
Agentes de endemias fiscalizam aéreas com focos de dengue - Foto: Olga Leiria / Ag. A Tarde

Por um lado, a excelente notícia da utilização de R$ 17 bilhões contingenciados na gestão da pandemia chega em muito boa hora, devido ao aumento exponencial dos casos de dengue, que já ultrapassam, neste início de 2024, o patamar de 400 mil no país, sendo cerca de 60 os óbitos registrados.

Por outro, revela, uma vez mais, a negligência com a qual a Covid-19 foi tratada no Brasil, entre os anos de 2020 e 2022, pois enquanto a doença cavava covas aos milhares diariamente, a compra de vacina era desdenhada.

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Neste tempo sombrio no qual um ministro da Educação emprestado da área militar obedecia ao ex-presidente, defendendo medicamentos ineficazes, como ivermectina e hidroxicloroquina, o país economizava em vez de salvar vidas.

Com a regulamentação do uso dos recursos parados, por inépcia, desmazelo ou ambos, o ministério anunciou o fortalecimento do Sistema Único em todo o país, antecipando as aquisições de produtos e serviços durante todo este ano.

O dinheiro não aplicado do Fundo Nacional de Saúde terá serventia até o dia 31 de dezembro, representando um reforço financeiro considerável para o enfrentamento, não apenas do mal transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

O montante, agora de R$ 61 bilhões e 600 milhões, destinado a 23 estados, será direcionado para procedimentos ambulatoriais e hospitalares os mais variados.

A engorda nos algarismos, a favor de quem precisa, seria insuficiente, no entanto, não fosse o controle sistemático dos investimentos, com prioridade para municípios nos quais se constata carência maior do acesso à medicina.

Como critério, baseado no valor transparência, será levada em conta a emergência sanitária provocada por situações de epidemia, quando a manifestação de moléstia é concentrada em determinada área populacional.

Os cuidados com a recuperação do crédito desprezado e o planejamento sem demora, com efeito benfazejo geral, sinaliza a coerência no cumprimento do objetivo de unir e reconstruir, visando um Brasil melhor para todas e todos.

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Tags

epidemia de dengue Gestão da pandemia recursos financeiros Saúde sistema único de saúde

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