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A TARDE Agro

Por José Luiz Tejon

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Publicado segunda-feira, 23 de março de 2026 às 3:20 h | Autor: José Luiz Tejon

Bioinsumos, o caminho brasileiro para segurança tecnológica

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Mudas de tomateiras cultivadas em experimento com bioinsumos
Mudas de tomateiras cultivadas em experimento com bioinsumos -

Fui na posse da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e conversei com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Campos. Perguntei a ele qual sua visão, expectativas e ações que o Mapa pode estar fazendo nesse momento de instabilidade internacional e ele me disse:

“O momento é muito turbulento, desafiador. O agro brasileiro tem uma importante participação, primeiro na venda de produtos para o Oriente Médio, é o principal fornecedor de carne de frango, tudo dentro da filosofia Halal que não tem substituto; segundo o Irã é o maior importador de milho. Só nisso já dá para ver como que isso impacta a cadeia do frango que do pintinho até o corte são 42 dias. É muito rápido. Existe toda uma preocupação, todo o suporte do governo federal e do Ministério da Agricultura a todo o setor que procura alternativas de onde colocar essa produção que não tem como chegar lá; terceiro é a questão dos insumos que vêm daquela região que no momento está fechada para que possa vir para cá, e na procura de alternativas. E mostrando que os insumos, como combustível principalmente, o caminho que o Brasil escolheu em dar um enfoque na transição energética, vindo a energia do agro nacional, do biodiesel, do etanol, é o caminho correto. Estamos no caminho correto e damos todo o suporte para as alternativas e construindo juntos. Porque não tem nenhuma receita pronta do que fazer. Você vai procurando, dentro da configuração atual, um melhor caminho. Ao longo de todo o mandato, do ministro Carlos Fávaro e do presidente Lula a procura de novos mercados para os produtos nacionais, diversificando cada vez mais, de o que vender e para quem vender, diminuindo a dependência de um determinado país, de uma determinada região. Isso é uma procura incessante de todas as partes, tanto da parte do governo, mas principalmente por parte das empresas”.

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Também o questionei como ficaremos em relação aos fertilizantes, se vamos fazer acontecer o Plano Nacional de Fertilizantes e como está o foco do governo nesse sentido e ele me respondeu:

“É um foco que já vem há um bom tempo desse governo e de governos anteriores, temos as questões das licenças para poder explorar determinadas áreas, temos as questões de procurar as alternativas, não tem muita mágica. Mais uma vez o Brasil está na frente em outro quesito que serve de substituto aos fertilizantes e insumos de origem mineral, são os bioinsumos. O Brasil assume uma posição de liderança de ponta na adoção dessas tecnologias. Só se consegue com inovação, tecnologia e dando graças a Deus que o Brasil tem uma Mariangela Hungria”.

Vim da França recentemente e ouvi de agricultores franceses, fazendo trabalhos e estudos lá para uma agricultura cada vez mais resiliente e perguntei quando ficavam prontos os estudos e eles me disseram: “daqui a dois meses”. E eu pedi para eles me enviarem para olhar e eles responderam que não precisava porque copiaram do Brasil. Ou seja, nós somos realmente um modelo espetacular

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