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Estudo revela a quantidade ideal de café para proteger a saúde mental
Pesquisa contou com mais de 400 mil participantes

O hábito de consumir café com moderação pode estar relacionado a um menor risco de ansiedade, depressão e outros transtornos de humor ao longo dos anos. Em um estudo com mais de 400 mil participantes, a ingestão de duas a três xícaras diárias foi associada aos melhores resultados em saúde mental.
Nesta terça-feira, 14, é celebrado o Dia Mundial do Café, data que reforça o interesse científico e cultural em torno da bebida.
Divulgada em dezembro de 2025 no Journal of Affective Disorders, a pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Fudan, na China, com base em dados do UK Biobank, um dos maiores repositórios de informações médicas do mundo. Os voluntários foram acompanhados, em média, por 13,4 anos.
Todos os participantes iniciaram o estudo sem histórico de problemas mentais. Durante o período de análise, mais de 18 mil casos de transtornos de humor e estresse foram identificados, permitindo observar a relação entre esses quadros e o consumo de café.
Os resultados indicam que existe uma quantidade considerada ideal para possíveis benefícios à saúde mental.
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Como o café age no organismo?
A cafeína, principal substância presente na bebida, atua no cérebro bloqueando a adenosina, composto ligado à sensação de cansaço, o que aumenta o estado de alerta e pode influenciar o humor.
Além disso, em doses moderadas, estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, à motivação e ao aprendizado.
“Baixos níveis de dopamina costumam estar associados a fadiga e desânimo, por isso o aumento dessa substância pode contribuir para uma sensação de bem-estar”, explicam os autores do estudo.
Equilíbrio é essencial
Os dados apontam para uma relação em forma de J: o benefício aparece no consumo moderado, mas tende a diminuir tanto em níveis baixos quanto elevados.
O menor risco foi observado entre pessoas que consumiam de duas a três xícaras de cerca de 250 ml por dia. Em contrapartida, o consumo de cinco ou mais xícaras diárias foi associado a um risco maior de transtornos de humor.
A equipe também analisou se diferenças genéticas — que afetam a forma como o organismo processa a cafeína — poderiam interferir nos resultados. No entanto, essa variação não alterou de forma relevante a associação encontrada.
Mesmo assim, os pesquisadores alertam que os efeitos do café variam de pessoa para pessoa. Em alguns casos, pequenas quantidades já podem provocar sintomas como nervosismo, inquietação ou palpitações.
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