ESCÂNDALO
Senadora paraguaia comete racismo contra Mbappé, que responde à altura
"Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos" disse Celeste Amarilla


Após a vitória da França sobre o Paraguai, pelas oitavas de final, a senadora paraguaia Celeste Amarilla utilizou suas redes sociais para disparar ofensas racistas contra o atacante francês Kylian Mbappé, gerando uma onda de repúdio internacional.
O estopim da polêmica
A controvérsia teve início logo após o apito final do duelo ocorrido em 4 de julho. O descontentamento da parlamentar teria sido motivado por um suposto gesto de desrespeito de Mbappé ao não cumprimentar o goleiro paraguaio Orlando Gill.
Em uma publicação na rede social X, Amarilla foi além da crítica esportiva e proferiu declarações de teor nitidamente racista: "Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés".
A resposta contundente de Mbappé
Na manhã de hoje, 6 de julho, Kylian Mbappé quebrou o silêncio sobre o caso. Em nota oficial, o jogador francês não poupou críticas à conduta da senadora, classificando-a como uma figura "indigna de sua função".
"O racismo descomplexado não tem lugar no esporte nem na sociedade. Enquanto a senadora destila ódio, os jogadores paraguaios demonstraram, dentro de campo, a honra e a paixão que realmente definem o seu povo", declarou o capitão da seleção francesa.
Madame Celeste Amarilla,
— Kylian Mbappé (@KMbappe) July 6, 2026
Vous êtes une femme méprisable et indigne de sa fonction.
Vous ne représentez pas le Paraguay, ce pays qui a transpiré la passion et l’honneur tout au long de la compétition. Par votre inconscience et votre racisme décomplexé, le monde entier a déjà… pic.twitter.com/EnYmgQXvPL
Medidas judiciais e repercussão
A Federação Francesa de Futebol (FFF) oficializou, ainda nesta segunda-feira, 06, que levará o caso aos tribunais. A entidade está preparando uma denúncia formal junto ao Ministério Público, alegando crime de injúria racial e incitação ao ódio.
O governo francês se posicionou, exigindo retratação e medidas severas contra o discurso proferido pela parlamentar sul-americana.


