China confina metade de Xangai para conter surto de Covid-19

Confinamento da cidade será feito em duas fases

Publicado segunda-feira, 28 de março de 2022 às 09:06 h | Atualizado em 28/03/2022, 09:06 | Autor: AFP e Redação
Xangai conta com 25 milhões de habitantes
Xangai conta com 25 milhões de habitantes -

Milhões de pessoas na zona leste da cidade chinesa de Xangai iniciaram um confinamento nesta segunda-feira, 28, com o objetivo de conter o maior foco de covid-19 na China.

As autoridades anunciaram no domingo à noite um confinamento em duas fases na cidade 25 milhões de habitantes para organizar testes em larga escala.

O anúncio provocou uma corrida aos mercados de moradores cada vez mais irritados com a incapacidade das autoridades de conter o foco da doença após três semanas de medidas restritivas.

O governo tentou evitar os fechamentos severos aplicados em outras cidades do país, optando por confinamentos direcionados para não afetar a economia de Xangai.

A cidade se tornou nas últimas semanas o principal foco de covid-19 na China e registrou nesta segunda-feira o novo recorde de 3.500 contágios em 24 horas.

A área confinada a partir desta segunda-feira é o distrito leste conhecido como Pudong, que inclui o principal aeroporto internacional e o distrito financeiro da cidade.

O confinamento prosseguirá até sexta-feira, quando passará a ser aplicado no setor mais populoso Puxi, a zona oeste da cidade.

O governo chinês anunciou que adotou "passos para conter a propagação da epidemia, garantir o bem-estar e a saúde das pessoas e erradicar as infecções o mais rápido possível".

Mas nas últimas semanas foram adotadas medidas restritivas nos bairros, situação que irritou muitos moradores com os repetidos confinamentos em casa.

Alguns criticaram nesta segunda-feira as poucas horas de alerta antes do início do confinamento em metade da cidade.

"Realmente não entendemos as medidas de gestão e controle de Xangai. Há algumas inconsistências", reclamou um homem que se identificou pelo sobrenome Cao em uma fila de supermercado.

"Depois de tanto tempo (a cidade) não controlou o vírus e os números continuam aumentando", completou.

O governo não explicou de que maneira as medidas afetarão o transporte aéreo ou o porto da cidade.

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