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Apesar de queda no preço, gasolina puxa inflação de outubro em Salvador

Transporte foi o grupo com maior influência do IPCA na capital baiana

Carla Melo
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Em julho, a Acelen anunciou a redução em 2,4% no preço da gasolina
Em julho, a Acelen anunciou a redução em 2,4% no preço da gasolina -

A gasolina foi a maior responsável pelo aumento da inflação da Região Metropolitana de Salvador (RMS). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou outubro em 0,06%, enquanto a gasolina foi 1,35 p.p maior do que a média geral da inflação na capital baiana, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em julho, a Acelen, refinaria responsável pela política de preços dos combustíveis na Bahia, anunciou a redução em 2,4% no preço da gasolina nas distribuidoras do estado. Com o reajuste, o preço da gasolina havia passado de R$ 2,87 para R$ 2,80 o litro.

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Apesar do grupo dos transportes ter somente o terceiro maior aumento, 0,49% em outubro, foi o que exerceu maior influência para puxar o IPCA da RM Salvador para cima. A alta do grupo se deu, principalmente, por conta dos combustíveis (1,43%), em especial da gasolina (1,35%), item que, individualmente, exerceu a maior pressão inflacionária na região.

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Os aumentos de preço do transporte por aplicativo (4,72%) e da passagem aérea (3,03%) também foram relevantes para este resultado, de acordo com o IBGE.

O grupo com a segunda maior influência para o aumento da inflação no mês foi as despesas pessoais, que registraram 0,52% em outubro na RMS. Entre os subgrupos que influenciaram o resultado estão: empregado doméstico (0,52%) e hospedagem (1,57%).

Por último está o vestuário em 0,64%, que possui um peso menor na composição do IPCA na região. A alta se deu, sobretudo, pelas roupas (0,84%), tanto a masculina (1,00%), quanto a infantil (1,26%) e a feminina (0,46%).

Apesar da alta, inflação em Salvador desacelerou

Neste mês, o indicador da inflação aumentou menos em relação a setembro, quando havia sido de 0,17%. Além disso, o resultado também foi o menor para um mês de outubro, na RMS, em 11 anos, desde 2014, quando havia sido de 0,05%. Ficou também levemente abaixo do índice nacional (que foi de 0,09%).

Com o resultado do mês, o IPCA da RM Salvador acumula alta de 3,17% no ano de 2025. Por outro lado, os quatro grupos com queda média de preços em outubro, na RM Salvador, foi o de alimentação e bebidas (-0,47%), que registrou a maior redução e foi o que, novamente, deu a principal contribuição no sentido de segurar o IPCA da região no mês.

A banana-prata, a cebola, a batata-inglesa, o alho e arroz foram os alimentos que registraram as maiores quedas no grupo de alimento, que tem o maior pelo no IPCA. Com esse resultado, Salvador registra a quinta queda consecutiva nos últimos meses.

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gasolina Inflação ipca preços Salvador transportes

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