Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA

NOVIDADE

Brasil acelera projeto para colocar carros voadores no ar; entenda

Empresa de táxi-aéreo quer iniciar operação de aeronaves elétricas em 2027

Beatriz Santos
Por
A empresa já assinou contrato para compra de até 50 aeronaves da Eve Air Mobility
A empresa já assinou contrato para compra de até 50 aeronaves da Eve Air Mobility - Foto: Divulgação | Eve

Os chamados “carros voadores” estão cada vez mais próximos de virar realidade no Brasil. A Revo, principal operadora de táxi-aéreo do país, finaliza o mapeamento das primeiras rotas comerciais de eVTOLs, aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, e projeta iniciar as operações a partir do último trimestre de 2027, no cenário mais otimista.

A empresa já assinou contrato para compra de até 50 aeronaves da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, e aposta inicialmente em trajetos de mobilidade urbana, principalmente conectando aeroportos e centros empresariais.

Tudo sobre Economia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

MEGA-SENA

Mega-Sena: saiba os números sorteados do prêmio de R$ 336 milhões
Mega-Sena: saiba os números sorteados do prêmio de R$ 336 milhões imagem

DO CAMPO AO TANQUE

Ouro verde e energia: como plantas e grãos estão desbancando petróleo na Bahia
Ouro verde e energia: como plantas e grãos estão desbancando petróleo na Bahia imagem

MITO OU VERDADE?

Abertura do chuveiro pode impactar na conta de luz? Entenda
Abertura do chuveiro pode impactar na conta de luz? Entenda imagem

Em entrevista ao jornal O Globo, o CEO da Revo, João Welsh, revelou que o foco inicial será a ligação entre o centro expandido de São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, além de rotas dentro da capital conectando regiões como Paulista, Faria Lima, Berrini e Alphaville.

Segundo o executivo, a procura pelo serviço já existe entre passageiros que desejam escapar do trânsito intenso da cidade. “Existe uma demanda de passageiros que querem previsibilidade ao fazer esse caminho, já que o trânsito na cidade só piora”, afirmou.

A Revo opera voos de helicóptero desde 2023 e pretende transformar parte desse público em usuários das futuras aeronaves elétricas. Atualmente, a rota para Guarulhos já representa o maior gerador de receita da empresa.

Além dos deslocamentos urbanos, a companhia também avalia futuras rotas para cidades industriais paulistas, como Campinas e São José dos Campos. Apesar disso, a empresa considera que as operações intermunicipais ainda exigem estudos mais complexos por conta da distância e dos custos.

O modelo escolhido para a operação é o Eve 100, aeronave que segue em fase de testes pela Eve Air Mobility. Recentemente, a subsidiária da Embraer concluiu uma campanha de 59 voos focada em manobras de sustentação estacionária e baixa velocidade.

O próximo desafio será a fase de transição do equipamento, considerada uma das mais complexas do projeto. Nela, os propulsores verticais transferem força para hélices horizontais, permitindo que a aeronave voe de forma semelhante a um avião convencional.

Enquanto isso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acompanha o processo de certificação do equipamento. Ao O Globo, Roberto Honorato, diretor da agência, destacou que a Eve trabalha para obter a certificação comercial entre o fim de 2027 e o início de 2028.

“Fazemos uma avaliação do processo como um todo, porque a Eve, apesar de ser uma empresa nova, é um spin-off da Embraer, que tem bastante experiência em certificação de produtos aeronáuticos. Quando a Embraer entrou com pedido de certificação, já acompanhamos o desenvolvimento de vários sistemas, por exemplo, um simulador que está em São José dos Campos. Ele serve como laboratório para testar o conceito de operação do equipamento”, explicou.

Apesar do avanço da tecnologia, ainda existem desafios importantes antes que os “carros voadores” passem a operar em larga escala no país. A adaptação de helipontos para vertiportos, a instalação de infraestrutura elétrica e a integração urbana estão entre os principais obstáculos.

Welsh afirmou que o maior desafio atual pode estar justamente na infraestrutura das cidades e na necessidade de coordenação entre diferentes órgãos públicos. “A parte de infraestrutura das cidades talvez me preocupe um pouco mais. São várias entidades e envolvem vários tipos de licenciamento, não sendo mais uma questão aeronáutica apenas. Vai exigir uma coordenação grande entre todos os departamentos da cidade”, disse.

Mesmo diante dos desafios, o executivo acredita que o Brasil pode se tornar um dos primeiros países do mundo a colocar esse novo modelo de transporte aéreo em operação comercial.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

economia

Relacionadas

Mais lidas