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GUERRA COMERCIAL

Brasil avança na criação de GPS próprio em meio à crise com EUA

Estudos iniciaram em meio ao tarifaço de Trump; país utiliza o sistema operado pela Força Espacial dos Estados Unidos

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Estudo vem sendo desenvolvido com aval do GSI
Estudo vem sendo desenvolvido com aval do GSI - Foto: Bruno Peres | Agência Brasil

O Brasil avançou com os estudos para o desenvolvimento de um GPS (sistema de geolocalização por satélite) próprio em meio à crise diplomática com os Estados Unidos (EUA).

Um grupo técnico formado por representantes de ministérios, da Aeronáutica, da Agência Espacial Brasileira (AEB), de institutos federais e da indústria aeroespacial vai analisar os riscos da atual dependência do país em relação a sistemas de geolocalização controlados por outras nações, como o GPS estadunidense.

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Atualmente, o Brasil utiliza o sistema operado pela Força Espacial dos Estados Unidos, além de sistemas alternativos como o europeu Galileo, o russo Glonass e o chinês BeiDou.

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Com as ameaças e a instabilidade na relação com os EUA, o Brasil tenta se desprender das tecnologias americanas, e criou um grupo de estudo, por meio do Gabinete de Segurança Institucional, para tratar sobre o tema.

GPS brasileiro

O grupo foi criado no início deste mês, por meio da Resolução nº 33, do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Assinada pelo ministro do GSI da Presidência da República, Marcos Antonio Amaro dos Santos, a resolução estabelece um prazo de 180 dias, contados a partir de 14 de julho, para que o grupo entregue ao ministro um relatório com suas conclusões e sugestões.

Os integrantes serão responsáveis por identificar eventuais consequências do país depender de sistemas de posicionamento, navegação e tempo controlados por outras nações.

Para o especialista em inovação, Eduardo Freire, é essencial que o Brasil não dependa de uma infraestrutura digital que o próprio país não possa controlar.

“A real alternativa para o Brasil é desenvolver sua própria infraestrutura ou, ao menos, integrar uma rede regional de posicionamento com autonomia. Temos base científica e capacidade tecnológica para isso, mas falta decisão política, investimento estratégico e um plano de longo prazo. GPS não é só tecnologia, é soberania”, disse.

Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB), um dos 14 órgãos e entidades que vão compor o grupo, diz que o estudo tem o intuito de realizar uma análise profunda sobre a implantação do novo sistema.

“Vamos procurar entender os gargalos, as dificuldades, os prós e contras de desenvolvermos um sistema destes”, disse Leonardi, destacando a importância dos atuais sistemas de navegação por satélite.

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