ECONOMIA
China suspende três frigoríficos brasileiros após verificar irregularidades
Com o embargo, uma das empresas afetadas reduziu em cerca de 40% a produção da unidade


Três frigoríficos brasileiros tiveram as exportações para a China suspensas temporariamente após autoridades sanitárias do país asiático apontarem irregularidades em cargas enviadas pelo Brasil. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que classificou a medida como preventiva.
A restrição atinge unidades da:
- JBS, em Pontes e Lacerda (MT);
- da PrimaFoods, em Araguari (MG);
- e da Frialto, em Matupá (MT).
Entre as empresas afetadas, a Frialto foi a única a detalhar o motivo da suspensão. Em nota, informou que "uma carga apresentou resultado para presença do hormônio sintético acetato de medroxiprogesterona durante fiscalização realizada pelas autoridades chinesas.
Produção afetada
Com o embargo temporário, a empresa informou ter reduzido em cerca de 40% a produção da unidade e iniciado o redirecionamento das exportações para outros mercados internacionais, entre eles:
- Estados Unidos;
- México;
- países da União Europeia;
- além de destinos no Oriente Médio e Ásia.
A companhia também abriu uma investigação técnica para analisar os lotes envolvidos e declarou expectativa de normalizar as operações antes do próximo ciclo de produção voltado às exportações para a China.
Segundo a Frialto, a suspensão ocorre em um momento em que o Brasil já se aproxima do limite previsto para exportações ao mercado chinês em 2026, cenário que naturalmente reduziria o ritmo dos embarques no segundo semestre.
A Abiec afirmou que o bloqueio tem caráter temporário e busca garantir rastreabilidade da matéria-prima e adequações necessárias por parte das empresas envolvidas.
As cargas questionadas pelas autoridades chinesas seguem sendo tratadas dentro dos protocolos sanitários firmados entre os dois países.


