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Diesel sobe 17,7% na Bahia e supera média nacional em um mês

O estado passou a figurar entre os mercados com maior avanço no período

Fábio Bittencourt
Por Fábio Bittencourt

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Imagem ilustrativa da imagem Diesel sobe 17,7% na Bahia e supera média nacional em um mês
- Foto: Agência Petrobras/Divulgação

O reajuste do diesel promovido pela Petrobras elevou em média 14,7% o preço do combustível no País em apenas um mês, com impacto ainda mais forte na Bahia, onde a alta chegou a 17,78%. O estado passou a figurar entre os mercados com maior avanço no período, segundo levantamento da Gestran, com base em dados de abastecimentos reais realizados por frotas entre fevereiro e março de 2026, a partir do Radar de Preços do Mercado de Combustíveis.

Na média nacional, o litro do diesel subiu de R$ 5,74 para R$ 6,59, um aumento de R$ 0,85. Na Bahia, o preço médio alcançou R$ 6,78 em março, colocando o estado acima da média brasileira e entre os mais caros da base analisada. O Nordeste concentrou a maior pressão sobre o combustível, com alta média de 15,57%, liderados por Pernambuco (18,32%), Tocantins (18,30%) e Bahia (17,78%).

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O levantamento considerou 3,51 milhões de litros de Diesel S10 comercializados em 622 postos distribuídos pelo País. Os dados refletem transações reais de abastecimento, com nota fiscal vinculada, captando o impacto direto do reajuste na operação das transportadoras.

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De acordo com o CEO da Gestran, Paulo Raymundi, o avanço já pesa no caixa das empresas. Um caminhão semi-pesado com tanque de 300 litros, por exemplo, passou a gastar cerca de R$ 254 a mais por abastecimento. Em frotas maiores, esse impacto pode superar centenas de milhares de reais ao longo do ano, afirma.

Disparidade

Ainda de acordo com Raymundi, a disparidade entre estados e regiões reforça a importância de estratégias mais eficientes de abastecimento. “O combustível é, em média, o maior custo variável de uma frota, e ainda assim o gestor toma decisões sem visibilidade clara da variação regional de preços. O objetivo (da ferramenta) é dar transparência e poder de decisão a quem abastece todos os dias - permitindo comparar preços por região, antecipar movimentos de mercado e planejar abastecimentos com base em dados”, afirmou.

Segundo ele, “volatilidades regionais expressivas, como a observada na Bahia, mostram por que monitorar preço por região e abastecer com base em dados deixou de ser diferencial e virou condição básica para manter o custo da operação sob controle”.

Na Bahia, além da alta no preço, o volume abastecido cresceu 27% em março, movimento que pode indicar expansão de operações, aumento da demanda logística ou novos contratos no período. Ainda assim, o fato de o estado ser produtor e refinador não impediu o avanço expressivo nas bombas.

“A presença de uma refinaria no estado não se traduz, automaticamente, em preço menor ao consumidor. O preço final é resultado de uma cadeia que envolve política de paridade, ICMS, custos de distribuição, margem das revendas e dinâmica regional de oferta e demanda”, explicou Raymundi.

Para o Sindicombustíveis Bahia, o cenário também reflete fatores externos. O secretário executivo da entidade, Marcelo Travassos, aponta o impacto do conflito geopolítico no Oriente Médio sobre o diesel.

“O diesel é uma commodity internacional. E, com a guerra no Golfo Pérsico, está sofrendo aumento em todos os países, em todos os mercados. O fornecedor do diesel puro na Bahia é a Acelen, que nesse período de conflito já reajustou em 78,7% o preço do refinado. Consequentemente, isso não tem como não ter impacto na ponta, que chamamos de revenda”, disse.

Segundo Travassos, o avanço preocupa toda a cadeia. “Termina impactando diretamente na saúde financeira das empresas e pesando no bolso do consumidor. Não é só o diesel que sobe. Quando o diesel sobe, sobem todos os outros produtos, em especial a alimentação. A gente planta com diesel, come com diesel e transporta com diesel. Consequentemente, isso é um impacto muito grande para toda a sociedade”, afirmou.

Por meio de nota, a Acelen informou que os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe para as distribuidoras seguem critérios de mercado, considerando variáveis como custo do petróleo - adquirido a preços internacionais -, câmbio e frete. A empresa afirma adotar política de preços transparente, alinhada às práticas internacionais.

O último reajuste da refinaria, em 23 de abril, indicou leve recuo: queda de 1,05% no Diesel S10 (de R$ 5,926 para R$ 5,864), de 1,09% no Diesel S500 (de R$ 5,709 para R$ 5,647) e de 1,36% na gasolina (de R$ 3,903 para R$ 3,850).

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