ECONOMIA
Tá chegando: grife 'gringa' planeja abrir sete novas lojas no Brasil
Após abrir quatro lojas no País, varejista sueca já tem contratos firmados para novas unidades

A H&M encerrou 2025 sinalizando uma aposta mais agressiva em regiões consideradas estratégicas para crescimento, com atenção especial à América Latina e, sobretudo, ao mercado brasileiro. No relatório anual divulgado pela varejista sueca, a companhia detalha que, após inaugurar quatro unidades no Brasil, já firmou contratos para a abertura de outras sete lojas no País. A primeira delas está prevista para o Rio de Janeiro.
O plano de expansão internacional também inclui a entrada em um novo território sul-americano. Segundo o balanço, o Paraguai passará a integrar o portfólio de mercados da empresa ainda neste ano. Além disso, a H&M informou que dará início às operações de comércio eletrônico na Ucrânia no primeiro trimestre, ampliando sua presença digital no Leste Europeu.
No desempenho financeiro, o grupo registrou um avanço expressivo no lucro operacional no quarto trimestre fiscal. O indicador alcançou 6,36 bilhões de coroas suecas, superando o resultado obtido no mesmo período do ano anterior, quando somou 4,62 bilhões de coroas, e ficando acima das estimativas do mercado.
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Apesar da melhora na rentabilidade, a receita apresentou retração. As vendas do trimestre totalizaram 59,22 bilhões de coroas suecas, uma queda de 4,8% na comparação anual e abaixo das projeções dos analistas. Ainda assim, a margem bruta mostrou evolução, passando de 54,6% para 55,9%.
Gestão de estoques e logística entram no centro da estratégia
A empresa também ressaltou avanços na eficiência operacional. Os estoques foram reduzidos em 12%, reflexo de uma cadeia de suprimentos mais ágil e flexível, além do aumento das compras realizadas dentro da própria estação. Como parte dessa estratégia, novos centros logísticos na Europa devem começar a operar a partir de 2026, com foco em melhorar a disponibilidade de produtos tanto no comércio eletrônico quanto nas lojas físicas.
Para o início do novo exercício, a H&M adotou um tom mais cauteloso. A companhia projeta uma queda de cerca de 2% nas vendas entre dezembro e janeiro, em moedas locais, atribuindo o desempenho a uma Black Friday mais forte no fim de novembro e a fatores sazonais. O grupo também alertou que tarifas e o fortalecimento da coroa sueca tendem a pressionar as margens de forma mais intensa no primeiro trimestre de 2026.
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