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ECONOMIA

Trabalha de moto? Seu salário vai aumentar 30% com nova regra no Brasil

Nova regra garante adicional para quem trabalha com moto sob regime CLT e enfrenta riscos no trânsito

Iarla Queiroz

Por Iarla Queiroz

06/04/2026 - 16:39 h

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Motoboys
Motoboys -

Trabalhar sobre duas rodas agora pode render um aumento direto no salário. Profissionais contratados como motoboys e entregadores pela CLT passaram a ter direito a um adicional de periculosidade de 30% sobre o salário-base.

A medida começou a valer na sexta-feira, 3 de abril de 2026, e foi criada com o objetivo de ampliar a proteção financeira de quem enfrenta diariamente os riscos do trânsito.

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Quem tem direito ao adicional

A nova regra é direcionada a trabalhadores com vínculo formal que utilizam motocicletas em vias públicas como parte da função.

Ou seja, entram na lista motoboys e entregadores contratados com carteira assinada, que exercem suas atividades diretamente no trânsito urbano.

Por outro lado, nem todos os motociclistas serão beneficiados. Profissionais que atuam por aplicativos, sem vínculo empregatício, ficam de fora da medida.

Também não entram na regra aqueles que utilizam a moto apenas para deslocamento pessoal — como no trajeto entre casa e trabalho — ou em áreas privadas.

Por que nem todo mundo recebe

A exclusão de alguns grupos tem um motivo claro: o foco da medida está em proteger quem está exposto de forma constante a situações de risco no trânsito.

Trabalhadores autônomos, por exemplo, não são contemplados justamente por não terem vínculo formal, o que impede a aplicação da regra dentro do modelo atual.

O que as empresas precisam fazer

Para que o adicional seja pago, não basta apenas exercer a função. As empresas precisam apresentar laudos técnicos que comprovem a exposição ao risco.

Esses documentos devem ser elaborados por profissionais qualificados, como médico do trabalho ou engenheiro de segurança.

A exigência garante que o benefício seja aplicado corretamente, evitando distorções e assegurando que ele chegue a quem realmente tem direito.

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CLT economia Motoboy

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