ECONOMIA
Venda de veículos deve crescer 6% em 2026, puxada por motocicletas
O setor engloba automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros

Por Luiza Nascimento

A venda de veículos deve crescer 6,10 % no Brasil em 2026, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O setor engloba automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros.
De acordo com o levantamento, o crescimento será puxado, principalmente, pelo segmento de motocicletas, cujo é esperada uma alta em torno de 10%.
No ano passado, todos os segmentos somados fecharam com um aumento de 8%, com 5,1 milhões de unidades emplacadas.
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Carros e veículos comerciais leves
O licenciamento de carros e veículos comerciais leves, como picapes e furgões, deve crescer cerca de 3% no período, quando é esperada a venda de mais de 2,6 milhões de unidades, segundo projeção da Fenabrave.
Em 2025, a venda de automóveis e veículos comerciais novos teve um desempenho positivo, com aumento de 2,58% em relação a 2024, com 2,5 milhões de unidades comercializadas.
Caminhões e ônibus
Em relação aos resultados esperados para os segmentos de caminhões e ônibus, se somados, a expectativa para este ano é de crescimento de 3,02%, com quase 2,8 milhões de vendas.
Já o segmento de caminhões sozinho, que teve um desempenho bem aquém em 2025, devido às dificuldades de crédito e do endividamento de empresas do setor agropecuário, a expectativa é para um crescimento em torno de 3%.
No entanto, segundo a Fenabrave, o crescimento se dará sobre uma base negativa, pois o segmento de fechou 2025 com queda de 8,65%.
No ano passado, a soma dos automóveis, veículos leves, ônibus e caminhões cresceu 2,08%, com o licenciamento de 2,7 milhões de unidades.
No entanto, esse setor poderia estar crescendo ainda mais, avalia Tereza Fernandez, economista da Fenabrave.
"As condições macroeconômicas estão impedindo que a gente cresça mais. Nós estamos com um nível de endividamento das famílias muito alto e os juros não devem cair na velocidade esperada. Então isso tudo é impeditivo para você ter um crescimento maior no setor”, explicou.
O pico das vendas foi em 2011, quando foram comercializadas 3,4 milhões de unidades de automóveis e comerciais leves e 3,6 milhões de unidades englobando caminhões e ônibus.
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