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Formação incentiva uso da arte e da cultura no ensino em Simões Filho

Encontro também abordou educomunicação e formação continuada de professores da rede municipal

Loren Beatriz Sousa
Por
Professores e gestores da rede municipal de Simões Filho
Professores e gestores da rede municipal de Simões Filho - Foto: José Simões / Ag. A TARDE

A importância da arte e da cultura na formação dos estudantes foi um dos temas discutidos durante a formação realizada nesta quinta-feira, 13, no auditório da Secretaria Municipal de Educação de Simões Filho (Semed), na Região Metropolitana de Salvador.

Durante o encontro, promovido pelo Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, foram apresentadas estratégias para aproximar a cultura do cotidiano escolar e ampliar as possibilidades de aprendizagem para além da sala de aula. As atividades foram mediadas pela mestre em Educação Fernanda Souza e pela coordenadora do Programa A TARDE Educação, Márcia Firmino.

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A programação também contou com a apresentação da violinista e integrante da Coordenação de Música da Semed, Saady Veloso, que integrou as atividades voltadas à valorização da arte e da cultura no ambiente escolar.

Aprendizado para além da escola

Segundo a professora da Educação Infantil, Jailma Lopes, essas iniciativas podem ser desenvolvidas desde os primeiros anos da Educação Básica, permitindo que os estudantes tenham contato com diferentes manifestações culturais ao longo da trajetória escolar.

“No contexto geral, as escolas podem desenvolver projetos para que esses alunos possam começar a praticar e se envolver com a parte cultural, a fim de trazer neles a desenvoltura para as questões culturais e também vivenciais nas práticas de vida durante o percurso da sua vida”, afirmou.

Jailma destacou ainda a realização de atividades pedagógicas em espaços culturais. A proposta, segundo ela, é proporcionar aos estudantes experiências que complementem os conteúdos trabalhados em sala de aula.

“O ver também nos ensina muito; e há muitos museus que contam histórias. E esses museus trazem para os estudantes um aprendizado que eles precisam estar inseridos. A educação precisa inserir essas crianças dentro dessas histórias. Não só a história contada no livro, mas a história que possam ver e até tocar”.

“Existem museus interativos que conseguem colocar a criança dentro daquele ambiente, que passa não só mais a ser uma situação que ele ouviu falar, mas agora ele se encontra dentro daquele quadro, e isso traz um aprendizado maior”, acrescentou.

A relação entre cultura e educação também foi abordada pela pedagoga e técnica em educação da Semed, Indaiá Oliveira, que destacou o uso do jornal como ferramenta pedagógica para ampliar o repertório dos estudantes e estimular a construção de argumentos e opiniões.

“O jornal traz informações e, dentro dessas informações, fomenta opiniões, argumentos e pensamentos. Isso é muito importante quando a gente pensa em uma educação integral para o aluno. Quando ampliamos isso para um âmbito mais cultural, pensamos em linkar a Secretaria de Cultura com a Secretaria de Educação, e com certeza as duas pastas têm projetos. É necessário que também se pesquise isso, que um professor venha, pesquise, e que até leve isso para as escolas, para que possa até fomentar de forma maior, que possa até sair do município e quem sabe ser visto nacionalmente”, ressaltou.

Entre os projetos que podem contribuir para essa aproximação entre educação, cultura e educomunicação está o Concurso Cultural Jovem Jornalista 2026, promovido pelo A TARDE Educação e que conta com a participação de estudantes de Simões Filho.

“Todo tipo de incentivo à cultura é válido, principalmente quando é um incentivo que forme leitura, escrita, educação e projetado para a questão cultural. Não podemos deixar essas iniciativas morrerem, porque isso forma um cidadão”, afirmou Indaiá.

Avanços na educação

Além da inserção da cultura no cotidiano escolar, a formação continuada dos professores foi apontada como um dos caminhos para fortalecer as práticas pedagógicas e contribuir para a recomposição das aprendizagens. Segundo a coordenadora dos anos finais e articuladora das escolas das adolescências, Evangivalda da Silva, os resultados desse trabalho podem ser percebidos nos indicadores educacionais do município, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o Sistema de Avaliação Baiano da Educação (Sabe).

“[A formação] é um ponto focal para crescimento da recomposição das aprendizagens. Temos visto isso na prática com o aumento do Ideb, do Sabe e na prática do professor em sala de aula. Quando se faz o trabalho de formiguinha, ele ressai na aprendizagem dos alunos. E houve esse avanço, e nós só temos que dizer o seguinte: estamos no caminho certo e vamos, assim, prosseguir crescendo com formações, em busca de recompor as aprendizagens dos nossos alunos para que tenhamos o melhor resultado. O Jornal A TARDE é parceiro nisso e tem sido de grande apoio para nós”, destacou.

Dados do Ideb divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram avanço nos indicadores da rede municipal de Simões Filho entre 2023 e 2025. O índice, que combina o desempenho dos estudantes em avaliações nacionais com indicadores de fluxo escolar, como aprovação, é utilizado para acompanhar a qualidade da educação básica no país.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o município passou de 4,9, em 2023, para 5,4, em 2025. Já nos anos finais, o índice subiu de 3,3 para 3,5 no período.

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