ALÉM DO PETRÓLEO
Bahia mapeia minerais do futuro para abastecer mercado global
CBPM explica como o setor planeja deixar legado tecnológico

Presente no encerramento do International Brazil Energy Meeting (iBEM), nesta quinta-feira, 26, a mineração baiana reafirmou seu papel estratégico na corrida global pela transição energética. Em entrevista, Rejane Luciano, chefe de projeto da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), detalhou como o mapeamento do subsolo do estado está focado em minerais essenciais para baterias, painéis solares e turbinas eólicas, além de explicar os rigorosos planos de sustentabilidade para o setor.
A Bahia já não é apenas uma promessa, mas uma realidade no fornecimento de minerais críticos. Segundo Rejane, o refinamento das pesquisas tem apontado caminhos valiosos para a indústria de alta tecnologia. "Estudamos o subsolo da Bahia há muitos anos e já temos uma ideia do que temos e do que podemos explorar. Estamos refinando essa busca para ver onde, dentro do cenário atual, é possível explorar", pontuou.
Entre os destaques, a representante da CBPM citou a diversidade da matriz mineral baiana: "Temos pesquisas dedicadas para o lítio no sul da Bahia e uma mina em processo de implantação para a captação de areia de alta pureza, voltada à produção de placas solares, com a verticalização da indústria aqui no estado". Ela também mencionou a relevância das minas de cobre, ouro, níquel sulfetado, essencial para baterias de carros elétricos e torres eólicas, e as pesquisas avançadas em terras raras.
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Sustentabilidade na mineração
Questionada sobre o impacto ambiental, Rejane foi enfática ao citar que a sustentabilidade é um pilar legal e operacional. "Todo empreendimento minerário, antes mesmo de começar a implementar a pesquisa, tem que entregar um plano de recuperação da área para quando a mina for extinta. Temos que informar quais ações factíveis serão executadas para recuperar o ambiente vegetal, mineral e também a comunidade", explicou.
O objetivo da CBPM é garantir que a mineração não seja o único vetor econômico de uma região. "Trabalhamos para que as empresas parceiras invistam em educação e tecnologia, deixando um legado tecnológico na comunidade. Promovemos a qualificação do pessoal local para que, quando a mineração sair, a sociedade não sinta tanto o impacto e tenha outras fontes econômicas desenvolvidas".
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