IBEM 2026
ESG: empresas brasileiras buscam equilíbrio entre lucro e preservação ambiental
Especialista da ONU aponta o "entrave invisível" que impede o Brasil de liderar a transição energética

Preservar o meio ambiente e garantir os lucros de maneira equilibrada deve ser um dos grandes desafios das empresas ligadas ao setor energético nos proximos anos. No Brasil, o cenário não é diferente.
Da preocupação com o futuro, quando o assunto é preservação, surgiu a chamada ESG (Environmental, Social, and Governance), nome dado ao conjunto de práticas de governança que analisam pontos ligados ao impacto ético promovido pelas empresas e questões voltadas para a sustentabilidade. A sigla, embora não tão conhecida pela população, foi tema de debate no primeiro dia da segunda edição do iBEM - The International Meeting on Brazil’s Energy, que acontece no Centro de Convenções de Salvador, nesta terça-feira, 24.
Posição do Brasil
Profissional humanitário com décadas de atuação na Organização das Nações Unidas (ONU), Rogério Mobilla falou ao portal A TARDE sobre a preocupação das empresas brasileiras que trabalham no setor energético e de um "esforço" por parte delas para manter se alinhar às práticas ESG.
"Por tudo que eu já escutei e já conversei até aqui, o que eu acho é que há um esforço enorme das empresas que estão trabalhando na produção de energia ou em qualquer fase da cadeia de produção energética em estar alinhado com o ESG, com os temas ambientais, com os temas sociais e com os temas de governança", destacou em entrevista ao portal A TARDE.
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Boas práticas
Rogério Mobilla ainda citou o potencial do Brasil nas discussões sobre transição energética.
Um dos entraves na discussão, para ele, está no campo da desburocratização, com uma legislação que impede os avanços necessários para que o Brasil atinja o potencial máximo.
"A gente tem um potencial enorme de ser independente em todas essas energias, a gente tem uma capacidade acadêmica e intelectual enorme para prosperar, mas falta muito trabalho no campo da legislação para desburocratizar, para abrir os caminhos para que a produção realmente possa equilibrar, que tenha algumas consequências na produção de certos tipos de energia, mas por outro lado sejam compensadas por outros investimentos", afirmou.
"Somos um país que precisamos trabalhar muito no nosso desenvolvimento humano e trabalhar no social, melhorar a maneira que governamos e que fazemos a legislação, é muito importante, eu acho que o Brasil tem um caminho enorme para seguir adiante", completou.
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