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Empresa de Gusttavo Lima vendeu o mesmo avião duas vezes; entenda

Cantor foi indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Aeronave foi vendida entre os anos de 2023 e 2024 por US$ 6 milhões e R$ 33 milhões, respectivamente.
Aeronave foi vendida entre os anos de 2023 e 2024 por US$ 6 milhões e R$ 33 milhões, respectivamente. - Foto: Reprodução | Redes Sociais

O cantor sertanejo Gusttavo Lima foi indiciado pela Polícia Civil de Pernambuco por suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa, em investigações da Operação Integration. Detalhes dos crimes foram dados pelo Fantástico na edição deste domingo, 29.

Segundo a reportagem, o indiciamento ocorreu em 15 de setembro, envolvendo a venda ilegal de um avião da sua empresa, Balada Eventos. Entre os anos de 2023 e 2024, a aeronave foi vendida duas vezes para investigados na operação — por US$ 6 milhões e R$ 33 milhões, respectivamente.

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A primeira compra foi feita pela Sports Entretenimento, que pertence a Darwin Henrique da Silva Filho, pernambucano que, segundo a polícia, é de uma família de bicheiros do Recife. Ele se desfez do avião dois meses após a compra, alegando problemas técnicos.

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O mesmo avião voltou a ser vendido no ano seguinte. Dessa vez, quem comprou foi a J.M.J Participações, do empresário José André da Rocha Neto, que também é alvo da operação.

As transações levantaram suspeitas de mistura de dinheiro legal e ilegal, relacionados a jogos de azar. Segundo o inquérito, o esquema funcionava assim: o dinheiro do jogo do bicho, de jogos de azar e de bets legalizadas iam todos para um mesmo caixa. Lá, os valores ilícitos eram misturados aos do crime para dar aparência legal e voltar ao mercado limpo. Segundo a polícia, o dinheiro contaminado foi usado na negociação das aeronaves.

“É uma forma de lavagem, transitar o dinheiro através de várias pessoas físicas ou jurídicas, buscando não facilitar o rastreamento deles”, diz Renato Rocha, delegado geral da Polícia de Pernambuco.

A defesa do cantor argumenta que os contratos foram feitos de forma legal e sem ocultação. Já os envolvidos, como Darwin Henrique da Silva Filho e José André da Rocha Neto, negam irregularidades e afirmam que as negociações foram lícitas.

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avião gusttavo lima Operação Integration Pernambuco Polícia Civil

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