E.C.VITÓRIA
Emocionado, Marinho afirma que gol decisivo foi profetizado em “sonho”
Atacante marcou o último gol na classificação épica sobre o Athletico na Copa do Brasil


O Esporte Clube Vitória garantiu a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil com goleada de 4 a 0 sobre o Athletico, nesta quinta-feira, 6. Marinho foi um dos personagens mais marcantes da noite. Autor do quarto gol rubro-negro, o atacante se emocionou na entrevista após a partida e revelou o peso que carregava nos últimos jogos sem muitas oportunidades.
Visivelmente emocionado, Marinho chorou ao falar sobre o momento vivido no clube. O jogador destacou o trabalho diário e a fé como pilares para superar a fase em que vinha recebendo poucas chances. Esta foi a primeira vez que o ponta-direita balançou as redes desde seu retorno ao Leão da Barra.
“Só Deus sabe o quanto que eu trabalho, o quanto eu pedi por esse momento. De marcar com essa torcida aí, eu sonhava todo dia. Após o meu retorno, as coisas pareciam não acontecer", iniciou.
"Acho que 3, 4 jogos já que eu estava sem entrar, mas nunca perdi a fé, nunca perdi a alegria para trabalhar. Sempre fui um cara que trabalhei muito”, pontuou.
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Alívio após o gol e “sonho” de Jair Ventura
O atacante também falou sobre a cobrança pessoal e a frustração por não atuar com frequência, deixando claro o compromisso com o desempenho esperado pela torcida do Vitória.
“Eu fico triste quando não entro, fico triste quando não faço gol porque é o que o torcedor espera de mim. E eu sou um cara que me cobro demais também. O grupo confia em mim, sabe que essa última semana eu trabalhei muito, mesmo em posição diferente pra ajudar o time titular”, completou.
Por fim, Marinho descreveu o gol como um alívio, ressaltando a dedicação nos treinos e até elevando a escolha do técnico Jair Ventura em utilizá-lo na partida como algo divino e vindo de um “sonho”.
“Parece que saiu um peso das costas porque eu chego aqui todo dia cedo. O professor Jair Ventura talvez sonhou comigo e me colocou. Hoje foi coisa de Deus mesmo para eu ter entrado, porque se fosse um dia qualquer eu não teria entrado”, finalizou.


