DATAFOLHA
Menos da metade dos brasileiros quer ver a Copa do Mundo; veja dados
O índice de interesse no Mundial é o menor já registrado desde 1994

A menos de dois meses do início da Copa do Mundo de 2026, há quem diga que o famoso "clima de Copa" não existe - e isso parece ser um consenso entre boa parte dos brasileiros.
Pela primeira vez na história, a maioria da população afirma não ter interesse em acompanhar o torneio. Segundo pesquisa do Datafolha, 54% dos brasileiros dizem não ter vontade de assistir aos jogos do Mundial, o maior índice já registrado desde o início da série histórica, em 1994.
O número supera o recorde anterior, registrado antes da Copa de 2018, na Rússia, e também os 51% que demonstravam desinteresse às vésperas do torneio do Catar, em 2022.
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A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais, e aponta que o desinteresse não é pontual, ele é amplo e atravessa diferentes perfis.
Entre as mulheres, o afastamento é ainda mais evidente, com 62% afirmando não ter interesse no Mundial, contra 46% dos homens. Além disso, 31% dos entrevistados foram além e disseram que não pretendem assistir a nenhum jogo da Copa.
Se por um lado o desinteresse cresce, por outro, o entusiasmo também atinge o menor nível já registrado. Apenas 17% dos entrevistados afirmam ter "grande interesse" na Copa, o menor percentual da série histórica.
Ainda assim, os mais jovens mantêm algum nível de engajamento. Entre pessoas de 16 a 24 anos, 24% demonstram grande interesse, índice que cai progressivamente nas faixas etárias mais altas.
Seleção em má fase
Um dos principais fatores apontados para esse distanciamento é o desempenho recente da Seleção Brasileira. Sob o comando de Carlo Ancelotti, o time encerrou as Eliminatórias com derrota para a Bolívia e apenas na quinta colocação, a pior da história do país na competição.
Nos amistosos, o cenário também não anima, com tropeços contra Japão, Tunísia e França contribuíram para uma percepção de fragilidade técnica e falta de confiança.
Esse contexto ajuda a explicar a queda no entusiasmo tradicional que, historicamente, transformava a Copa em um evento capaz de parar o país.
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